MPF arquiva investigação eleitoral sobre abordagem a motorista de Haddad, mas caso segue sendo investigado na Polícia Civil
Fernando Haddad falou sobre o caso de uma abordagem a um motorista que trabalha para ele na campanha Diogo Zacarias O Ministério Público Eleitoral arquivou o procedimento que apurava uma possível abordagem policial irregular ao motorista que trabalha para a campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo.
O episódio ocorreu em 11 de agosto de 2026, após o candidato deixar um evento e seguir para casa.
O arquivamento determinado pela Procuradoria Regional Eleitoral, porém, não encerra a apuração criminal.
Isso porque o caso também é investigado em um inquérito policial instaurado de ofício pela Polícia Civil, a partir das notícias divulgadas pela imprensa (leia mais abaixo).
O procedimento do MP Eleitoral investigava uma possível prática de abuso dos poderes político e de autoridade, além do uso de bens e servidores públicos para intimidar Haddad ou pessoas ligadas à campanha.
Ao determinar o arquivamento, a Procuradoria afirmou que não havia elementos para atribuir ao governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), eventual ilícito eleitoral.
O documento, porém, faz uma ressalva sobre a versão apresentada pela Polícia Militar.
Segundo o procurador eleitoral, no entanto, a análise dos elementos do caso "afasta por completo a verossimilhança de uma 'mera coincidência' no patrulhamento ordinário".
Para ele, é "inverossímil" que, em um intervalo de 44 minutos e em uma área geográfica restrita, duas equipes diferentes da Força Tática, pertencentes a batalhões distintos, tenham tido sucessivos contatos com o mesmo veículo.
""Eu, desde o começo desse episódio, não acusei ninguém, pressupus boa-fé, disse para todo mundo que só queria o esclarecimento do que aconteceu. (...) O procurador eleitoral disse que a versão apresentada foi inverossímil", afirmou Haddad em entrevista coletiva nesta segunda-feira (31).
"Na verdade, a questão eleitoral foi arquivada, mas na manifestação dele, ele usa o termo: 'É inverossímil que tenha sido uma coincidência'", afirma o candidato.
O procedimento eleitoral foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo para que sejam avaliadas eventuais providências na esfera criminal.
Relembre o caso Segundo o relato apresentado à Procuradoria, na noite de 11 de agosto, Haddad estava chegando à residência quando uma viatura da Polícia Militar teria jogado uma luz alta no veículo em que o petista estava.
Depois que Haddad desembarcou, o motorista, identificado como Alessandro Caseri, teria percebido outra viatura enquanto seguia pela Avenida 23 de Maio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.