Mulher morre no DF após consumir "bomba" produzida pelo império de Jiraiya
Em 26 de maio de 2022, as luzes de emergência da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia Norte denunciavam a corrida frenética contra o tempo.
Thais de Araujo Tavares, então com 29 anos, dava entrada com queixas devastadoras de falta de ar e intensas dores na região pélvica, motivadas pelo consumo de anabolizantes produzidos de forma clandestina no laboratório New Science , de propriedade do “mafioso das bombas” Roberto Carlos Pereira de Carvalho, o “Jiraiya” , alvo da Operação Narciso, deflagrada em agosto deste ano, pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
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1 de 5 Thais de Araujo Tavares morreu em 2022 após usar um anabolizante clandestino Reprodução 2 de 5 Uma das ampolas usada pela vítima pertencia ao laboratório de fundo de quintal de Jyraiya Reprodução 3 de 5 Quatro anos depois da morte de Thais, o anabolizante usado por ela pode estar ligado ao "Mafioso das Bombas" Reprodução 4 de 5 O caso segue sendo investigado pela PCDF Reprodução 5 de 5 A PCDS analisou uma série de substâncias usadas pela vítima Reprodução A apuração sobre a origem dos insumos que envenenaram o organismo de Thais acabou por se conectar de forma direta às descobertas da Operação Narciso, deflagrada pela Delegacia de Combate aos Crimes Contra o Consumidor e Fraudes (Corf).
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Anabolizante clandestino A morte de Thais tornou-se a personificação do perigo invisível que circula nos vestiários e nas redes sociais, revelando como a engrenagem do crime organizado transforma a obsessão pela boa forma em uma roleta russa com desfecho fatal.
O histórico clínico inicial de Thais apontava para um colapso repentino em uma jovem que frequentava regularmente academias de musculação e jamais apresentara qualquer histórico de problemas de saúde .
A gravidade do quadro exigiu transferência imediata via resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC).
Na unidade hospitalar, com pupilas dilatadas e evolução para um quadro de pneumonia atípica, Thais sofreu uma parada cardiorrespiratória em assistolia e não resistiu às manobras de ressuscitação.
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