Vereador preso e acusado de crimes sexuais recorre ao STF por 'salário' de R$ 18,5 mil
Vereador Cássio Luiz Barbosa, o Cássio Fala Pira, de Piracicaba Rubens Cardia/Câmara de Piracicaba Preso desde dezembro de 2025 e acusado de crimes sexuais contra ao menos 12 mulheres, o vereador de Piracicaba (SP) Cássio Luiz Barbosa (PL), conhecido como Cássio Fala Pira, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar voltar a receber o salário mensal de R$ 18,5 mil.
O recurso foi apresentado após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) atender a um pedido da Câmara Municipal e suspender o pagamento do vereador ao entender que a remuneração só é devida com o exercício do mandato - saiba mais abaixo.
Segundo a movimentação processual, a defesa do vereador fez, em julho de 2026, um recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal (STF) e um recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). ✅ Clique para o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp O g1 procurou pela defesa de Cássio, mas não teve resposta até a última publicação desta reportagem.
O espaço segue aberto.
A Câmara de Piracicaba informou ao g1 que não se manifestará sobre decisões ou questões relacionadas ao mérito da ação enquanto não houver o encerramento da ação em respeito "ao devido processo legal e à independência entre os Poderes".
Sobre a decisão que impede pagamento Na segunda instância, a Justiça decidiu a favor da Câmara Municipal de Piracicaba, que contestava a obrigação de pagar o vereador afastado.
O relator do caso, desembargador Antonio Carlos Villen, afirmou que a remuneração de agentes políticos é diferente do salário pago a servidores públicos.
Segundo ele, o subsídio - nome dado aos vencimentos recebidos pelo vereador - só deve ser pago ao agente político quando há exercício efetivo do cargo e do mandato.
O caso é diferente de licenças e afastamentos de servidores públicos, em que os pagamentos têm caráter alimentar e resultam da relação de emprego mantida com o Poder Público, citou o documento.
O desembargador também disse que a Lei Orgânica do Município não prevê a manutenção do pagamento em caso de afastamento por ordem judicial.
Além disso, destacou o impacto da medida para os cofres públicos.
"A solução contrária implicaria duplo pagamento para um só cargo eletivo – pagamento concomitante ao impetrante [Cássio] e ao suplente convocado pela Câmara, mais uma circunstância a corroborar a impossibilidade de manutenção da ordem", diz o relator.
Atualmente, a vaga de Cássio na Câmara é ocupada pelo suplente Fabrício Polezi (PL).
O vaivém nos pagamentos Câmara de Piracicaba retoma trabalhos com foco em obras inacabadas, auxílio para gestantes em situação de vulnerabilidade e atendimento de crianças com diabetes; veja pauta Claudia Assencio/g1 O histórico de pagamentos no Portal da Transparência da Câmara mostra as decisões judiciais sobre o caso.
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