Empreendedorismo contra a violência: projeto capacita mulheres em Juruti para buscar independência financeira
Tulipa Kids Redes sociais Como romper o ciclo de abusos e silenciamento que afeta milhares de mulheres todos os dias? Em Juruti, no oeste do Pará, a resposta tem sido construída por meio do conhecimento.
Um grupo de 40 mulheres do município está participando de uma capacitação voltada ao empreendedorismo, com o objetivo de fortalecer seus negócios e ampliar sua independência financeira. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A iniciativa ganha ainda mais relevância diante de um cenário de alerta: a violência psicológica foi o tipo de agressão contra a mulher mais denunciado ao Ligue 180 entre janeiro e julho de 2026.
Das 98.705 denúncias registradas no período no país, 35,2% (35.284 casos) envolviam esse tipo de abuso, segundo o Ministério das Mulheres.
Em Juruti, a discussão sobre a segurança das mulheres tornou-se ainda mais urgente após um caso de extrema violência em julho deste ano, quando um vigilante invadiu a casa da ex-companheira, matou o atual marido dela, baleou a mulher e a filha, e morreu em seguida.
O episódio chocou a região e acendeu o debate sobre prevenção.
O perigo invisível da violência psicológica Embora a violência psicológica nem sempre termine em tragédia física, especialistas alertam que o abuso se estabelece de forma silenciosa e gradual, sendo frequentemente naturalizado pelas vítimas.
"A violência não começa no grito.
Muitas vezes começa no silêncio, na desvalorização constante e na perda gradual de autonomia emocional e material", explica Karen Scavacini, psicóloga e fundadora do Instituto Vita Alere.
A falta de uma rede de apoio e a dependência financeira são apontadas como os principais obstáculos para que as mulheres consigam sair de relacionamentos abusivos.
Agora no g1 De acordo com Scavacini, a autonomia financeira não anula os mecanismos de proteção do Estado, mas funciona como uma ferramenta crucial para ampliar as possibilidades de escolha da mulher. 'Parei de trabalhar só com intuição': a história de Vanessa É nesse contexto de fortalecimento que atua o programa Move +Mulheres, realizado em Juruti pelo Grupo +Unidos.
A iniciativa oferece cursos, workshops e mentorias de negócios para empreendedoras locais.
Uma das participantes é Vanessa Santarém da Silva, de 31 anos.
Enfermeira de formação e mãe, ela recorreu ao empreendedorismo em 2021, após ficar desempregada e precisar de uma fonte de renda para sustentar a filha.
Foi assim que nasceu a loja Tulipa Kids.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.