Exportação de café cresce 3,1% em volume em setembro, mas receita cai 7,1%
As exportações brasileiras de café somaram 3,894 milhões de sacas de 60 quilos em setembro, alta de 3,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
A receita com os embarques alcançou US$ 1,282 bilhão, queda de 7,1% no mesmo intervalo.
De acordo com o Cecafé, o avanço no volume exportado em setembro reflete a retomada das remessas aos Estados Unidos após o fim das incertezas relacionadas à exclusão das tarifas impostas sobre os cafés do Brasil em julho passado.
Em nota, o presidente da entidade, Márcio Ferreira, afirmou que, em novembro de 2025, os Estados Unidos retiraram a taxação sobre a maior parte do produto brasileiro, mas o café solúvel permaneceu tarifado até julho deste ano.
No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou 29,095 milhões de sacas, volume praticamente estável, com recuo de 0,2% ante igual período de 2025.
A receita cambial no intervalo totalizou US$ 10,113 bilhões, baixa de 8,6%.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural! Entre os tipos embarcados, o café arábica liderou as exportações no ano, com 20,739 milhões de sacas, o equivalente a 71,3% do total, apesar da queda de 10,7% na comparação anual.
Os embarques de conilon e robusta chegaram a 5,162 milhões de sacas, ou 17,7% do total, com avanço de 68,3%.
O café solúvel respondeu por 3,141 milhões de sacas, participação de 10,8%.
Já o café torrado e torrado e moído somou 53,412 mil sacas, ou 0,2% do total.
Os Estados Unidos retomaram a liderança entre os principais destinos do café brasileiro no acumulado do ano, ao ultrapassar a Alemanha.
Os americanos adquiriram 3,805 milhões de sacas, volume 12,8% menor na comparação anual, mas equivalente a 13,1% de todas as exportações do período.
A Alemanha importou 3,307 milhões de sacas, ou 11,4% do total, com recuo de 11,4%.
Na sequência aparecem Itália, com 2,597 milhões de sacas e alta de 11,6%; Bélgica, com 2,463 milhões e avanço de 44,5%; e Japão, com 1,451 milhão de sacas, queda de 23,3%.
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