Decisão da USP de levar Fuvest para Fortaleza é questionada na Assembleia Legislativa
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A decisão da USP ( Universidade de São Paulo) de levar a primeira fase da Fuvest 2027 para Fortaleza entrou na mira da Alesp ( Assembleia Legislativa do estado).
O deputado estadual Leonardo Siqueira (Novo) protocolou nesta quinta-feira (27) um requerimento para questionar por que a universidade priorizou a aplicação do vestibular em outro estado em vez de ampliar a oferta de locais de prova no interior paulista. As provas deste ano serão realizadas em 30 cidades de São Paulo.
Siqueira pede que a Fuvest , responsável pela prova, apresente os estudos que embasaram a escolha, o número de candidatos cearenses que devem ser beneficiados e o custo da operação. Também quer saber se a universidade avaliou a demanda de estudantes do interior de São Paulo que enfrentam dificuldades para chegar aos locais de prova.
Procurada na tarde desta quinta-feira, a fundação disse que só irá se pronunciar quando receber o requerimento de informação. A reportagem perguntou se foi feito algum tipo de estudo prévio, mas não obteve resposta.
À Folha , na ocasião do início das inscrições, o diretor-executivo da Fuvest, Gustavo Monaco, afirmou que a escolha da capital cearense levou em conta sua localização, que facilita o acesso de candidatos da região Nordeste e também de parte da região Norte. O desempenho de candidatos do Ceará em vestibulares e o número de inscritos do estado também foram considerados na decisão, disse. O processo para levar a prova à cidade envolveu encontros da cúpula da prova com colégios tradicionais, apurou a Folha .
O requerimento já recebeu despacho do presidente da Casa, André do Prado (PL), para que as informações sejam requisitadas.
Siqueira quer saber quanto a universidade gastará com a operação em Fortaleza, incluindo aluguel de espaço, transporte e armazenamento das provas , segurança, fiscais e passagens aéreas. Também pergunta qual será a fonte dos recursos e se haverá dinheiro proveniente da parcela da arrecadação tributária estadual destinada às universidades paulistas.
O deputado questiona se a fundação comparou os custos da medida com a alternativa de utilizar ou ampliar o Enem-USP , que utiliza a nota do exame nacional. Também pergunta se o Governo de São Paulo foi consultado ou participou das discussões.
Siqueira também quer saber quantos candidatos residentes no Ceará participaram dos vestibulares anteriores e quantos efetivamente ingressaram na USP nos últimos cinco anos.
A Fuvest não informou quantos alunos do Ceará se inscreveram no último vestibular; no entanto, dados disponibilizados pela fundação mostram que, em média, o vestibular recebe entre 10% e 12% de candidatos que moram fora de São Paulo.
A crítica, segundo o deputado, não é ao direito de estudantes de outros estados de disputar vagas na USP. O questionamento é sobre a prioridade dada pela universidade e sobre a utilização de recursos de uma instituição estadual para reduzir as dificuldades de candidatos que vivem fora de São Paulo.
"Se a USP quer levar a Fuvest para Fortaleza, tudo bem.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.