Espancaram quem votou em Lula
No fim de semana do segundo turno choveu ataque contra quem apoiou Lula e contra quem foi para a rua comemorar.
Por trás das cenas soltas existe um padrão, e ele não caiu do céu: nasceu com o bolsonarismo e repete um roteiro que o Brasil e a Itália já conheceram nos anos 1930.
Vale olhar para esse roteiro de frente, e já pensar no que fazer com ele.
Noite de sábado (24) em Santos, comemoração.
Cervejinha entre amigos, no fundo tá rolando um som, uma banda tocando.
Um amigo sai pra ir no banheiro.
Ele demora.
Você sai pra buscar e encontra seu amigo caído no chão com o rosto desfigurado e a cabeça destruída a golpes.
O que aconteceu no cenário? Você descobre ao ver que o crime foi transmitido ao vivo por rede social.
A razão da agressão? Um adesivo do Lula.
Você inconforme descobre: ninguém foi preso.
A polícia apura quem fez e por quê, e é honesto dizer que a autoria ainda não está fechada.
Mas a família não tem dúvida sobre o motivo, e o contexto também não deixa: foi um fim de semana em que dizer de que lado você estava bastou para virar alvo.
Agora recue um século.
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