Este vizinho do Brasil vai ter a maior queda de PIB na América Latina em 2026, segundo o FMI
A Bolívia deverá registrar a maior contração econômica da América Latina em 2026, segundo as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O organismo estima que o Produto Interno Bruto (PIB) boliviano recue 3,3% neste ano , colocando o país entre as economias com pior desempenho no mundo.
A projeção aparece no World Economic Outlook (WEO) de abril de 2026, base de dados utilizada pelo FMI para acompanhar o crescimento das economias globais.
No levantamento, a Bolívia é o único país latino-americano listado com uma queda superior a 3% do PIB em 2026.
As medidas econômicas impopulareas do governo de direita comandado por Rodrigo Paz não têm sido suficientes para contornar o cenário de tragédia da economia do país, que vive em maus lençóis desde o golpe de 2019 que derrubou Evo Morales e colocou Jeanine Añez no poder.
Crise econômica se aprofundou A contração prevista para a Bolívia é resultado de uma combinação de problemas acumulados nos últimos anos.
Entre eles estão a queda da produção de gás natural, a redução das reservas internacionais, os elevados déficits fiscais e a escassez de dólares para financiar importações.
A produção de gás é particularmente importante para a economia boliviana.
A redução das reservas e dos investimentos no setor provocou uma queda estrutural na produção, diminuindo uma das principais fontes de receitas externas do país.
O Banco Mundial projeta uma contração ainda próxima da estimativa do FMI, de 3,2% em 2026 .
Para o organismo, o ajuste fiscal, o aumento dos preços dos combustíveis e a incerteza econômica devem pesar sobre a atividade doméstica.
Inflação e falta de dólares A crise também atingiu o mercado de câmbio.
Com reservas internacionais próximas do esgotamento, a disponibilidade de dólares diminuiu, dificultando a compra de produtos importados e pressionando os preços.
O Banco Mundial aponta que a economia boliviana chegou a 2025 com inflação elevada, déficit fiscal de dois dígitos e forte deterioração das contas externas.
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