Avalanche de vaias soterra o Flu no 0 a 0 com o Rivadavia pela Libertadores
O que poderia marcar uma virada a título de esperança para a torcida tricolor, tornou-se em uma escura noite de vaias e pressão para o Fluminense no Maracanã. Apresentando (mais uma vez) um futebol pobre, o time só empatou em 0 a 0 com o Independiente Rivadavia-ARG, na noite desta terça-feira (11), no primeiro duelo das oitavas de final da Libertadores. Ninguém foi poupado. Jogadores, o ameaçadíssimo treinador Luis Zubeldía e a diretoria tricolor. As vaias foram democráticas e justas. Os dois times voltam a se enfrentar na próxima terça-feira (18), em Mendoza (Argentina), para definir quem avança para as quartas.
Com o apoio da torcida, o Fluminense teve amplo domínio (77% de posse de bola no primeiro tempo), mas encontrou dificuldades para criar chances claras de gol.
O Independiente Rivadavia começou levando perigo. Logo aos 4 minutos, Salas arriscou de fora da área, e Fábio espalmou para escanteio. O Fluminense respondeu principalmente com chutes de média distância: Guga e Guilherme Arana tentaram, mas não acertaram o alvo.
Na reta final, o Tricolor aumentou a pressão. Aos 26, Hulk finalizou de fora da área, mas errou o alvo. Aos 41, Soteldo criou a melhor jogada do Fluminense. O venezuelano avançou pela esquerda e deixou Hulk em condições de finalizar dentro da área, mas o atacante bateu de primeira e mandou para fora. Na ida para o vestiário, vaias, muitas vaias.
Na volta para o segundo tempo, Zubeldía, pressionado pela torcida, mexeu no time, mas quem passou a dar as cartas foi o Rivadavia. Logo no primeiro minuto, Arce deu passe por entre a defesa do Fluminense. Bonifacio bateu cruzado, mas Fábio operou um pequeno milagre. Aos sete, Fábio salvou o que seria gol contra de Guga ao tentar cortar um cruzamento de Arce. Aos 10, Matías Fernández finalizou de fora da área e a bola explodiu na trave. A partir daí, o Maracanã se tornou uma panela de pressão alimentada pelas vaias da irada torcida.
Aos 14, as vaias mostraram que têm poder até mesmo para derrubar um super-herói. Hulk bateu falta completamente fora do alvo e a torcida ficou verde de raiva. As vaias foram acompanhadas pelo pedido de Cano, que entrou em campo no minuto seguinte.
O jogo deu uma esfriada e a torcida, porém, continuou quente. A cada passe errado ou tentativa frustrada no ataque, as vaias ecoavam pelo Maracanã.
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