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Presidente da Febraban depositou R$ 700 mil em conta de firma ligada a Vorcaro e Zettel, diz Coaf

UOL Notícias ·
Presidente da Febraban depositou R$ 700 mil em conta de firma ligada a Vorcaro e Zettel, diz Coaf

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Relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) aponta que o presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Isaac Sidney, depositou R$ 700 mil na conta de uma empresa ligada a Daniel Vorcaro , dono do Banco Master , e Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro.

O documento indica que a quantia foi transferida via Ted (transferência eletrônica disponível) em 8 de junho de 2022, um dia depois de a conta da Super Empreendimentos ser aberta na unidade de Formiga (MG) da cooperativa de crédito Sicoob Credifor.

O valor transferido por Sidney é uma fração dos R$ 9,9 milhões que a conta recebeu naquele mês, segundo o documento. Outros R$ 9,2 milhões foram repassados por Zettel, apontado como operador financeiro do esquema do Master, em cinco transferências via Ted e Pix. Do lado dos débitos, saíram R$ 9,8 milhões no período, principalmente para empresas do setor imobiliário.

Em julho deste ano, tornou-se público que Sidney contratou um empréstimo de R$ 5,5 milhões com o Master em 2020 para a compra de um apartamento duplex. Na época, a Folha teve acesso a documentos ligados à operação que, segundo o executivo, comprovam a destinação dos recursos do empréstimo à compra do imóvel e a quitação da operação em dezembro de 2021.

À época, Sidney afirmou que a divulgação da informação era uma forma de retaliação às críticas públicas ao Master e à atuação da Febraban e negou irregularidade no empréstimo.

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Procurado pela reportagem nesta sexta, o presidente da federação de bancos afirmou que a operação na conta da Super é relativa à aquisição de direitos creditórios, "mediante instrumento de cessão devidamente formalizado há mais de quatro anos e registrado na declaração de Imposto de Renda".

"A operação possui natureza privada e regular, tendo sido integralmente suportada com recursos próprios, de origem lícita, disponíveis em minha conta bancária pessoal, observadas as formalidades legais aplicáveis", disse em nota.

A Febraban afirmou que não se manifesta sobre assunto de caráter privado de seus dirigentes.

As movimentações entraram na mira do Coaf porque o valor movimentado seria incompatível com o porte da Super. "Trata-se de empresa cooperada com atividade exercida de holdings de instituições não financeiras, não possui faturamento cadastrado, o que impossibilita que seja mensurada de forma prudente a sua capacidade de movimentação", diz o relatório.

O Coaf disse também que existem "expressivos recursos advindos do sócio advindos de outras instituições financeiras, tornando complexa a identificação da origem primária do recurso, bem como a mensuração da real capacidade da empresa".

A Super é apontada pelas investigações como uma das empresas usadas para formalizar contratos fraudulentos. Foi a firma quem doou um apartamento de R$ 4,4 milhões para uma sugar baby .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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