Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 52% e Lula, 48% em votos válidos no segundo turno
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O primeiro levantamento do Datafolha feito após a definição da disputa de segundo turno da eleição presidencial mostra o senador Flávio Bolsonaro ( PL ) com 52% em votos válidos e o presidente Lula ( PT ) com 48%.
Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos e são a métrica do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para contabilizar o placar final no dia do pleito.
Em votos totais, Flávio fica com 49% e Lula, com 45%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. Indecisos, ponto focal de uma corrida que pode ser definida nos detalhes, somam 1%. Já dizem que vão votar em branco ou anular outros 5%.
No primeiro turno, realizado no domingo passado (4), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou 47,03% dos válidos, ante 45,16% do petista.
O Datafolha foi às ruas na terça-feira (6) e na quarta (7), em um trabalho encomendado pela Folha e pela TV Globo registrado com o código BR-02949/2026 no TSE . Foram entrevistados 2.520 eleitores.
A aferição dos pesquisadores ocorreu em meio a momentos díspares das campanhas que polarizaram toda a disputa até aqui.
Flávio surfa o otimismo do resultado expressivo da direita no primeiro turno e o fato de que acabou à frente de Lula, após estar atrás ou empatado com o presidente nas pesquisas até a véspera —ainda que os levantamentos sejam instantâneos da disputa, não previsões.
Na véspera do voto, o Datafolha fotografou Lula com os mesmos 45% dos válidos da quinta (1º) e Flávio oscilando dois pontos para cima, chegando a 42%. Na urna, só o senador ficou acima do rival —dentro da margem de erro, se fosse uma pesquisa.
Seja como for, o senador vendeu a partir da segunda (6) uma imagem de virada irrefreável, que temperou ao colher apoio de partidos como o PP e Republicanos e rivais como Ronaldo Caiado , cujo PSD , entretanto, não se alinhou a ninguém.
O presidenciável tem falado como eleito , e já delineou planos que antes não eram ouvidos em público, como o de mudanças constitucionais no sistema político e no Judiciário, uma obsessão do clã Bolsonaro no embate com o Supremo Tribunal Federal que viu o patriarca por fim preso.
Também prometeu suspender a reforma tributária, que passará a valer em etapas a partir de 2027, propor o fim da reeleição e a eventual extensão de mandatos do Executivo. Se isso estava perdido em linhas de seu programa de governo enviado ao TSE, nunca foi enunciado claramente por Flávio.
Do lado de Lula, além do desânimo natural para uma equipe que parecia otimista em excesso, há o problema da abstenção, que no primeiro turno atingiu recordistas 21,08%. Foram 33,4 milhões de eleitores, numa disputa em que o presidente ficou 2,2 milhões de votos atrás de Flávio.
O petista tem melhor intenção de voto em grupos que costumam faltar mais, com os menos escolarizados. Fazer esse eleitor ir às urnas foi foco do presidente no seu discurso admitindo o revés, na noite do domingo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.