Vasco: Como negociação para venda da SAF a Marcos Lamacchia provocou racha na diretoria do clube
As negociações entre o clube associativo do Vasco e o empresário paulista Marcos Lamacchia , para a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) , seguem em um ritmo frenético, com chances imensas de serem concretizadas em breve.
LEIA MAIS: Vasco: Entenda quais atrativos convenceram o clube a buscar novo investidor para a SAF Nos últimos dias, o provável futuro investidor apresentou, ao lado do presidente Pedrinho, o projeto do novo Centro de Treinamento (CT), obra avaliada em R$ 120 milhões.
Na semana passada, segundo informações do GE, o advogado Athos Neves deu aval para a venda de 90% da SAF vascaína a Lamacchia.
O profissional foi nomeado pela Justiça como agente de monitoramento (ou watchdog, termo usado de maneira recorrente no mercado), sendo responsável por fiscalizar ativamente a saúde financeira e as operações de uma organização em processo de recuperação judicial.
Apesar do aparente entusiasmo das partes envolvidas, essa negociação esteve longe de ser uma unanimidade dentro do clube associativo.
Na verdade, ela foi uma das causas principais do racha deflagrado em junho deste ano, quando quatro dirigentes pediram exonerações de seus cargos, ao mesmo tempo em que Pedrinho foi temporariamente afastado do comando da SAF pela Justiça, numa decisão que foi parcialmente reformada, tempos depois.
LEIA MAIS: Pedrinho é afastado do controle da SAF do Vasco pela Justiça, que nomeia interventora SAF desvalorizou? “Estação Central” apurou que a proposta de Lamacchia consiste em um aporte de R$ 500 milhões, pela compra de 90% das ações da SAF vascaína.
Esse valor seria dividido em cinco parcelas, com os recursos sendo direcionados integralmente ao futebol.
Demais investimentos como remodelação do CT, por exemplo, seriam parte de um compromisso verbal do enteado de Leila Pereira com a diretoria.
LEIA MAIS: Reunião da CBF sobre liga unificada mostra entrosamento entre Leila Pereira e Pedrinho Existem dois pontos pontos nessa proposta que geraram debate dentro do clube.
Um deles consiste no fato de que, no fim das contas, Lamacchia pagaria bem menos do que a 777 Partners se comprometeu a investir em 2022 para adquirir um percentual menor da SAF.
A companhia norte-americana se dispunha a pagar R$ 700 milhões para levar 70% das ações.
Já Lamacchia levará 20% a mais, com um aporte R$ 200 milhões menor.
Além de o negócio ter ocorrido há quatro anos, à época em que o contrato com a 777 foi aprovado o Vasco ainda estava na Série B.
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