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Ex-preso palestino denuncia torturas após passar duas décadas detido: ‘Israel ameaçou me matar’

Opera Mundi ·
Ex-preso palestino denuncia torturas após passar duas décadas detido: ‘Israel ameaçou me matar’

Foi Nelson Mandela quem disse a famosa frase: “A liberdade nunca é concedida voluntariamente pelo opressor; ela deve ser exigida pelos oprimidos”. Com isso em mente, homenageamos os sacrifícios e a resiliência dos presos palestinos que passaram anos atrás das grades.

Um desses presos, Sameeh Maher Salama al-Haddad, de 40 anos, conta sua experiência pessoal sobre o que significa ser um preso palestino . Sameeh, que passou 19 anos em prisões israelenses , foi libertado em 1º de fevereiro de 2025 como parte de um acordo de troca de prisioneiros.

Sua experiência lança luz sobre as realidades brutais da vida nas prisões israelenses e o espírito inquebrantável dos presos palestinos.

Sameeh foi preso em 7 de março de 2006, quando tinha apenas 21 anos. Ele passou as duas décadas seguintes em prisões israelenses, enfrentando condições extremas e pressão psicológica.

Apesar das dificuldades, a resiliência de Sameeh nunca vacilou. Sua libertação, inicialmente prevista para março de 2026, foi antecipada para fevereiro de 2025 devido ao acordo inesperado de troca de prisioneiros. No entanto, sua jornada rumo à liberdade não foi fácil.

Em 28 de janeiro de 2025, Sameeh foi transferido da prisão de Nafha para a prisão de Negev, em preparação para a segunda leva de um acordo para troca de prisioneiros. Ele recorda que que estava “algemado, com os olhos vendados, sujeito a condições severas” e que foi transportado “em um veículo de aço, sem saber para onde estavam me levando”.

“Eu tinha uma leve esperança de que seria libertado, mas também tinha medo de que as negociações pudessem fracassar”, relata.

Horas antes de sua libertação, um oficial do Shin Bet israelense se encontrou com Sameeh para um interrogatório. “Ele encerrou o interrogatório ameaçando minha vida, alegando que, se eu participasse de qualquer atividade política após minha libertação, seria alvo de um míssil com o meu nome”, lembra Sameeh.

Em seguida, o oficial mostrou a Sameeh e aos prisioneiros um documentário que incluía imagens da destruição de Gaza, e o oficial israelense disse a eles que o Hamas era quem havia destruído Gaza – e que iria matá-los e deixá-los morrer de fome também. “Apesar da destruição, nós, os prisioneiros, queríamos voltar para Gaza e morrer lá”, acrescenta.

Quando Sameeh foi finalmente libertado, após 19 anos de prisão, mal conseguia acreditar que estava finalmente livre. Ele foi calorosamente recebido por sua família e vizinhos, que esperaram anos por esse momento. “Parecia um sonho, a ponto de eu não ter dormido nas três primeiras noites”, conta. Tinha medo de dormir porque sentia que acordaria cercado por ferro e algemas. Aos poucos, começou a se acalmar.

Sameeh ficou impressionado com as mudanças em Gaza após o ataque israelense. “A destruição na cidade é enorme. Gaza não é mais o mesmo lugar que era quando parti”, diz ele.

transição de volta à vida civil não tem sido fácil: reconectar-se com sua sociedade tem se mostrado particularmente difícil.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.

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