Pesquisadores descobrem que dinossauro gigante colocava ovos em clima frio e contrariam o que se pensava sobre a espécie
O achado indica que esses gigantes de pescoço comprido conseguiam colocar ovos e completar seu ciclo reprodutivo em latitudes muito distantes do equador , apesar das condições climáticas mais frias.
O estudo foi publicado na revista Royal Society Open Science e analisou os fósseis encontrados entre 2020 e 2024 na Formação Chorrillo, no sul da Argentina. Segundo os pesquisadores, trata-se do local de nidificação de saurópodes (grupo ao qual os titanossauros pertenciam) mais distante do equador conhecido atualmente.
Os fósseis foram encontrados no extremo sul da Argentina, a cerca de 322 quilômetros ao norte do Estreito de Magalhães.
Quando os titanossauros colocaram os ovos, há aproximadamente 68 milhões de anos, a região apresentava condições climáticas comparáveis às encontradas atualmente em Nova York, segundo Darla Zelenitsky, paleontóloga da Universidade de Calgary e uma das autoras do estudo.
A descoberta é importante porque a maior parte dos ovos de dinossauros preservados no registro fóssil foi encontrada em regiões mais próximas do equador, onde as temperaturas eram mais favoráveis à incubação.
Pesquisadores já sabiam que ossos de titanossauros haviam sido encontrados em regiões de altas latitudes, inclusive no sul da Argentina e na Antártica. O que ainda não estava claro era se esses animais também se reproduziam nesses locais .
A presença dos ovos fornece uma evidência importante de que, pelo menos durante determinados períodos, eles conseguiam completar o ciclo reprodutivo longe das regiões mais quentes do planeta.
Para entender como os ovos poderiam sobreviver naquele ambiente, os pesquisadores analisaram as características das cascas.
Com o auxílio de microscópios e tomografias micro-CT, a equipe examinou os poros presentes nos fragmentos. As cascas eram muito porosas, característica que permitiria a troca de gases necessária ao desenvolvimento dos embriões.
Por outro lado, se os ovos fossem deixados expostos ao ar livre, poderiam perder água rapidamente e secar.
A hipótese apresentada pelos pesquisadores é que os titanossauros enterravam os ovos em montes formados por solo, areia e vegetação em decomposição. O processo de decomposição produziria calor, enquanto o material ao redor ajudaria a manter a umidade necessária para o desenvolvimento dos embriões.
A estratégia seria semelhante, em alguns aspectos, à utilizada atualmente por crocodilos, que também podem aproveitar o calor produzido pela decomposição da vegetação para incubar seus ovos.
Os titanossauros faziam parte dos saurópodes, grupo conhecido pelos corpos gigantescos, pescoços longos e quatro patas.
Alguns dos maiores representantes desse grupo poderiam atingir cerca de 75 toneladas , mais de oito vezes o peso estimado de um Tyrannosaurus rex .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.