Quais países podem ser afetados caso EUA cumpram ameaças de sanções no Irã
O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, alertou nesta segunda-feira (24) sobre possíveis consequências graves para países com laços econômicos com o Irã.
“Cada país tem um prazo definido para encerrar as atividades que identificamos.
Se não tomarem providências, nós o faremos unilateralmente, por meio das autoridades do Tesouro”, disse Bessent em entrevista coletiva.
O secretário não quis citar quais seriam esses países.
No entanto, especialistas disseram à CNN que China, Índia, Turquia, Iraque e Emirados Árabes Unidos poderiam ser os mais vulneráveis a ações dos EUA.
Leia Mais Trump mantém aprovação mínima e apoio à guerra no Irã cai, diz pesquisa Estados Unidos removem Síria de lista de patrocinadores do terrorismo Negociador do Irã diz que EUA "não estão em posição" de aplicar sanções “A China é, de longe, o país de maior impacto se o objetivo for realmente prejudicar a capacidade do Irã de continuar financiando suas atividades”, afirmou Daniel Tannebaum, pesquisador sênior não residente do Atlantic Council.
Segundo a Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China, a China é a maior parceira comercial do Irã e a principal compradora de petróleo iraniano .
Em 2022, o Irã exportou US$ 22,4 bilhões para a China e importou US$ 15,6 bilhões do país, de acordo com o Banco Mundial.
No entanto, especialistas mostram-se céticos quanto à possibilidade de o governo adotar medidas rigorosas contra a China, especialmente antes da visita prevista de Xi Jinping.
“O governo dos EUA nunca impôs sanções econômicas severas à China”, disse Tannebaum, que também é sócio da consultoria de gestão Oliver Wyman.
Historicamente, os Emirados Árabes Unidos têm sido um dos maiores parceiros comerciais do Irã.
Contudo, na semana passada, o país anunciou a suspensão de todas as transações comerciais e financeiras com o Irã “até segunda ordem”.
A Turquia tem sido uma parceira comercial fundamental e sólida para o Irã, com um comércio bilateral superior a US$ 5 bilhões em 2024 — segundo o Ministério das Relações Exteriores turco — e tendo importado 13% de seu gás natural do Irã no ano passado.
O Iraque e o Irã mantêm historicamente um comércio bilionário, com o Iraque dependendo da eletricidade e do gás iranianos.
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