Mulher passa 57 anos sem salário em trabalho análogo à escravidão
Uma mineira que começou a trabalhar aos 12 anos teve reconhecida pela Justiça do Trabalho a exploração em condições análogas às de escravidão.
A informação foi confirmada pela Justiça do trabalho nesta segunda-feira (19/10).
A doméstica prestou serviços à mesma família entre 1968 e janeiro de 2025, sem receber salários ou ter a carteira de trabalho assinada.
Segundo o processo, a mulher deixou a cidade de Joaíma, no Vale do Jequitinhonha, aos 12 anos, para trabalhar como empregada doméstica em Teófilo Otoni.
Anos depois, voltou à cidade de origem e continuou trabalhando para a mesma família.
Além de doméstica, exerceu as funções de cuidadora de uma idosa e gerente de um hotel pertencente aos empregadores.
Saiba Mais Política Após debate, Janones é internado na UTI com arritmia grave Política Damares colhe assinaturas para CPMI de Roberta Luchsinger e Lulinha Política Campanhas de Lula e Flávio identificam erros e preparam ajustes para confronto na Globo Política Cueva barra impulsionamento de Nikolas e Marçal até o segundo turno Política TSE dá 24 horas para Meta comprovar igualdade entre campanhas Política BTG/Nexus: Aprovação de Lula sobe de 45% para 47,2%; desaprovação cai A trabalhadora afirmou que nunca recebeu salários, férias ou 13º salário, nem teve depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Em troca dos serviços recebia apenas moradia e alimentação.
Segundo a ação, ela também foi privada de estudar, construir uma vida própria e tomar decisões com autonomia.
Testemunhas confirmaram a rotina de trabalho e relataram episódios de humilhação.
Uma ex-funcionária do hotel afirmou que a mulher começava a trabalhar antes das 5h para preparar o café dos hóspedes e acumulava diversas tarefas ao longo do dia.
Segundo a testemunha, a trabalhadora não tinha liberdade para tirar férias, viajar ou decidir sobre a própria vida.
“Ela não tinha essa liberdade.
Tudo tinha que passar por eles primeiro”, declarou a testemunha.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.correiobraziliense.com.br — o conteúdo pertence a Correio Braziliense.