Bitcoin sobe com cautela diante de riscos inflacionários e juros altos
O bitcoin operou em leve alta nesta quarta-feira (2) se mantendo próximo aos US$ 77 mil, em um ambiente geral de cautela no mercado e sem novos catalisadores para o setor de criptomoedas.
Os riscos inflacionários e a alta nos rendimentos públicos seguem dominando as atenções, enquanto há expectativas pelo payroll norte-americano, que será divulgado na sexta-feira.
Por volta das 16 horas (em Brasília), o Bitcoin operava em alta de 0,30%, a US$ 77.358,09, enquanto o Ethereum caía 0,81%, a US$ 2.394,17, de acordo com a plataforma Binance.
Leia Mais Bolsas da Europa caem com tensões entre EUA-Irã e alta de títulos europeus Cade aprova compra de 60% da CRDC pela B3, condicionada a acordo Uber anuncia demissão de 3,3 mil pessoas, maior corte desde a pandemia Ativos alternativos de reserva de valor, como ouro e bitcoin, foram afetados pela alta nos rendimentos dos Treasuries, em um período que alguns no universo das criptomoedas chamam de “Rektember”.
O mês de setembro é frequentemente visto por alguns como negativo para o bitcoin, embora, nos últimos anos, os preços tenham oscilado dentro de uma faixa limitada, segundo dados do CoinMarketCap.
“O próximo nível de atenção fica próximo dos US$ 75 mil.
Em uma correção mais profunda, a média móvel de 200 dias, entre US$ 69 mil e US$ 70 mil, aparece como principal suporte.
A pressão veio de uma combinação de fatores: nova alta do petróleo, piora das tensões entre EUA e Irã, juros longos americanos avançando, saída nos ETFs e repetidas tentativas frustradas de sustentar os US$ 80 mil”, afirma Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin.
“Ainda assim, é importante colocar o movimento em perspectiva.
O bitcoin saiu recentemente de cerca de US$ 63 mil para US$ 81 mil, uma alta superior a 28%.
Depois de uma valorização tão rápida, uma correção é natural”, pondera.
Enquanto isso, 21 instituições financeiras internacionais anunciaram um acordo para criar uma empresa no segundo semestre de 2026 com o objetivo de dar suporte à emissão de novas soluções em stablecoins.
Segundo comunicado do Citigroup, a nova companhia, cujo nome será anunciado posteriormente, terá atuação global e, inicialmente, oferecerá uma stablecoin denominada em dólares americanos.
No longo prazo, a intenção é ampliar a emissão para outras moedas do G7, com prioridade para o euro. (Com informações Dow Jones Newswires)
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