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TSE aciona PF e MP contra ataques e ameaças a servidores da Justiça Eleitoral

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TSE aciona PF e MP contra ataques e ameaças a servidores da Justiça Eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral acionou a Polícia Federal e o Ministério Público na quinta-feira (8) para investigar uma onda de ataques contra servidores da Justiça Eleitoral nas redes sociais.

Até o início da tarde, o TSE havia registrado aproximadamente 30 mil manifestações com desinformação, exposição indevida de dados pessoais, discurso de ódio e ameaças veladas, inclusive contra familiares dos funcionários.

O movimento crescente vinha sendo monitorado desde a terça-feira (6) pelos núcleos de inteligência da Corte, e a resposta institucional incluiu comunicação às plataformas X e Meta, reforço de segurança para os atingidos e a criminalização explícita das condutas.

TSE aciona autoridades e plataformas contra ataques O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, foi quem determinou o acionamento da Polícia Federal para a abertura formal de investigação, conforme apuração da CNN Brasil.

Em paralelo, o Ministério Público apresentou representação com dois objetivos concretos: a remoção dos conteúdos considerados irregulares e a responsabilização dos usuários que os propagaram.

A nota oficial do Tribunal deixou claro que a Corte não tratou a situação como ruído passageiro de redes sociais, mas como uma ameaça que exige resposta penal.

Além das autoridades de segurança e do MP, o TSE comunicou formalmente as plataformas X, antigo Twitter, e Meta, controladora do Facebook e do Instagram, sobre a proliferação dos posts irregulares.

A notificação às empresas é um passo que abre caminho para exigir remoção de conteúdo e identificação de contas, instrumentos centrais em qualquer investigação de crimes cibernéticos com escala.

A dimensão dos ataques e o perfil das ameaças O volume registrado pelo TSE até o início da tarde de quinta-feira dá a medida da gravidade: aproximadamente 30 mil manifestações nas redes sociais em menos de 48 horas de monitoramento intensivo.

O conteúdo dessas publicações combinava desinformação, exposição indevida de informações pessoais, discurso de ódio e ameaças veladas.

Os alvos não eram apenas os servidores, mas também seus familiares, o que eleva o nível de intimidação e configura uma pressão que vai além do ambiente de trabalho.

Segundo interlocutores da Corte ouvidos pela Fonte 2, os funcionários atingidos estavam sendo acusados, sem qualquer prova, de atuar para favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições.

O contexto é o do período imediatamente após o primeiro turno, quando o então candidato Lula obteve 45,16% dos votos válidos e o senador Flávio Bolsonaro, 47,03%, com segundo turno marcado para 25 de outubro.

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