Rocinha tem madrugada de rajadas de tiros e foguetório; moradores atribuem ‘festa’ a aniversário de chefe do tráfico
Moradores registram foguetório na Rocinha Moradores de diferentes pontos da Zona Sul do Rio de Janeiro relataram uma sequência de explosões de fogos de artifício e tiros na Rocinha durante a madrugada desta terça-feira (25).
Segundo publicações nas redes sociais, o foguetório marcou a comemoração do aniversário de John Wallace da Silva Viana, o Johnny Bravo, foragido da Justiça e apontado pela polícia como um dos chefes do tráfico de drogas na comunidade.
Moradores da Rocinha ouvidos pelo g1 também confirmaram a informação.
A Polícia Militar informou não ter registro da ocorrência.
A Polícia Civil foi procurada pelo g1, mas não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Os fogos foram ouvidos em bairros como São Conrado, Barra da Tijuca, Gávea, Leblon e Jardim Botânico.
No Horto, na Rua Pacheco Leão, cangalhas de fogos foram deixadas na via.
Pessoas que circulam pela região e preferiram não se identificar afirmaram que o material foi instalado entre a noite de segunda-feira (24) e a madrugada de terça e que a queima assustou moradores.
“Isso assustou todo mundo”, disse um dos moradores.
Cangalha de fogos deixada na Rua Pacheco Leão, no Horto, na Zona Sul do Rio Cristina Boeckel/ g1 John Wallace da Silva Viana é apontado por investigações policiais como chefe do tráfico na Rocinha ao menos desde os conflitos entre os traficantes Rogério 157 e Antônio Bonfim Lopes, o Nem, atualmente preso em uma unidade federal.
Segundo a polícia, além de controlar a venda de drogas na comunidade, ele também seria responsável pela exploração clandestina de serviços como TV por assinatura, internet e distribuição de gás.
As investigações ainda apontam que ele cobraria pelo uso de espaços públicos, como campos de futebol.
Johnny Bravo também foi indiciado pela Polícia Civil pela morte de Ana Cristina da Silva, em 2020.
Ela seguia com o filho de 3 anos para o bar onde trabalhava quando ficou no meio de um tiroteio.
Durante os disparos, se curvou sobre a criança para protegê-la e foi atingida por tiros de fuzil na cabeça e no abdômen.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.