Governo Trump diz que 'domíno dos EUA' nas Américas não será questionado
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
O Departamento de Estado americano, responsável pela diplomacia dos Estados Unidos , publicou nesta terça-feira (11) um vídeo defendendo a Doutrina Monroe, princípio político que estabelece a hegemonia de Washington nas Américas. A doutrina foi utilizada por Donald Trump para justificar a invasão da Venezuela que terminou na captura do ditador Nicolás Maduro , levado à força para os EUA sob acusações de tráfico de drogas.
No vídeo, o embaixador americano no Panamá , Kevin Marino Cabrera, detalha o surgimento da doutrina em 1823, quando Washington decide apoiar formalmente a independência dos países latino-americanos da Espanha e do Brasil de Portugal . O governo americano, naquele momento, promete manter as Américas livres de influência europeia.
Entretanto, como a marinha dos EUA não tinha força para fazer valer a doutrina, tratou-se de uma declaração simbólica nas suas primeiras décadas de existência. Isso mudou na segunda metade do século 19, quando os Estados Unidos vivem um grande crescimento econômico proporcionado pela industrialização, imigração massiva e expansão ao oeste.
Ao longo de cinco minutos, Cabrera defende o histórico imperialista dos EUA na América Latina , relembrando a guerra contra a Espanha que levou à independência de Cuba , que passou a fazer parte da esfera de influência de Washington. O diplomata é cubano-americano de segunda geração, nascido na Flórida. Apoiador de Trump, Cabrera foi vereador de Miami de 2022 a 2025.
A peça foi postada no X pelo Departamento de Estado com a frase "o domínio americano no hemisfério ocidental jamais será questionado novamente". Trata-se de uma fala feita por Trump em seu primeiro pronunciamento após a captura de Maduro, em janeiro de 2026. O ditador era próximo da Rússia e da China .
O vídeo, entretanto, contém imprecisões históricas e omissões importantes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.