O que é a curetagem, procedimento feito em grávida que descobriu bebê vivo após diagnóstico de aborto
Grávida descobre que bebê está vivo 1 mês após médico falar de aborto A curetagem, procedimento realizado em uma gestante de Sumaré (SP) que recebeu o diagnóstico de aborto e depois descobriu que o feto continuava vivo, é uma técnica utilizada para retirar material do interior do útero em determinadas situações obstétricas.
O procedimento, no entanto, não é isento de riscos.
Segundo o Manual de Atenção Humanizada ao Abortamento do Ministério da Saúde, a rigidez dos instrumentos de aço utilizados na raspagem do útero pode provocar acidentes graves, como a perfuração uterina.
O documento oficial do governo federal destaca ainda que a escolha da técnica deve ser feita de forma compartilhada entre a mulher e a equipe de saúde, com respeito à autonomia da paciente.
Atualmente há técnicas mais indicadas, como a Aspiração Manual Intrauterina (AMIU).
LEIA TAMBÉM: Grávida passa por curetagem após diagnóstico errado de aborto e descobre bebê vivo um mês depois Como funciona a curetagem A curetagem consiste no esvaziamento do útero por meio da raspagem da cavidade uterina.
O objetivo é extrair restos de placenta ou material de concepção que permanecem no órgão após um abortamento.
O médico introduz no útero um instrumento de aço rígido chamado cureta, disponível em diâmetros variáveis.
A cureta é utilizada para raspar as paredes internas e desprender o material que precisa ser removido.
Caso o colo do útero esteja fechado, é necessário ainda realizar a dilatação cervical mecânica ou utilizar medicamentos, como o misoprostol, para promover o amolecimento prévio do colo uterino.
Quais são os riscos Grávida passa por curetagem por engano e descobre feto vivo sem líquido amniótico em Sumaré Reprodução/EPTV Por envolver o uso de instrumentos rígidos de aço dentro do útero, a curetagem apresenta riscos físicos imediatos e tardios, segundo o manual: perfuração uterina: é o acidente mais comum associado à rigidez do instrumental; hemorragias e infecções: complicações físicas que podem surgir durante ou após a raspagem; lesões em outros órgãos: risco de perfurações acidentais que atinjam órgãos adjacentes; infertilidade: danos ao sistema reprodutor que podem comprometer futuras gestações; lesões no canal cervical: riscos adicionais caso o colo do útero precise ser forçado para a entrada da cureta; impactos psicossociais: em contextos não humanizados, o procedimento pode causar transtornos mentais, sentimentos de culpa e traumas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.