Loja de artigos esportivos e uniformes é alvo de operação que apura fraude em licitações em MS
Loja de artigos esportivos é alvo de operação que apura fraude em licitações em MS Divulgação Uma loja de artigos esportivos, chamada Galeria dos Esportes, localizada na esquina das ruas Sete de Setembro e Rui Barbosa, no Centro de Campo Grande, foi alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (28).
A ação faz parte da Operação Trama Oculta, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
A operação investiga suspeitas de fraudes em licitações públicas que somam cerca de R$ 3 milhões.
Segundo o Ministério Público, empresários do ramo de confecções são suspeitos de combinar preços antes de apresentar propostas em pregões, simulando uma concorrência entre empresas para aumentar os valores dos contratos públicos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O advogado Mario Guarnieri, que acompanha a diligência na loja, afirmou que a defesa ainda não teve acesso à decisão judicial nem à íntegra do processo.
“Até então, a gente não teve acesso à decisão, à íntegra do processo, e agora a gente só vai fazer o acompanhamento mesmo do Gaeco ali, da busca e apreensão”, disse.
Questionado sobre quais licitações estão sob investigação e se há contratos relacionados ao fornecimento de bolas e uniformes, o advogado afirmou que ainda não tem essas informações.
Segundo ele, a defesa também não foi habilitada nos autos do processo.
O mandado cumprido no estabelecimento tem como objetivo apreender bens e materiais que possam contribuir com a investigação.
Operação cumpre mandados em sete cidades A Operação Trama Oculta foi deflagrada nesta quarta-feira (28) para cumprir 28 mandados de busca e apreensão e 14 medidas cautelares diferentes da prisão em Campo Grande, Anastácio, Caarapó, Dourados, Mundo Novo, Jardim e Sidrolândia.
Equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) também atuam no apoio à operação do Gaeco.
De acordo com o MPMS, a investigação começou após a análise de informações extraídas de um celular apreendido durante a Operação Malebolge, realizada em fevereiro de 2025.
O material levou os investigadores a suspeitar da existência de um esquema envolvendo empresários do setor de confecções.
Conforme o Ministério Público, o grupo combinava previamente os preços das propostas apresentadas em licitações para criar uma falsa impressão de concorrência e favorecer a contratação por valores mais altos.
Em alguns casos, os empresários também teriam cooptado servidores públicos para viabilizar as irregularidades.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.