Petrobras (PETR4) recebe mais R$ 536,7 milhões em subvenções para gasolina e GLP
A Petrobras ( PETR4 ; PETR3 ) recebeu R$ 536,7 milhões em novas parcelas do Programa de Subvenção Econômica da gasolina e do GLP (gás liquefeito de petróleo), informou a companhia nesta sexta-feira (14).
Com os novos pagamentos, o total acumulado recebido pela estatal no âmbito do programa chega a cerca de R$ 6,9 bilhões .
Do montante recebido agora, R$ 479,2 milhões são referentes à comercialização de gasolina .
Desse total, R$ 426,4 milhões correspondem às vendas realizadas entre 1º e 15 de junho, no âmbito da Medida Provisória (MP) nº 1.358, enquanto outros R$ 52,8 milhões são relativos às vendas entre 25 e 31 de maio, também previstas na MP.
Os outros R$ 57,5 milhões correspondem ao GLP importado pela Petrobras .
A companhia recebeu R$ 13,6 milhões referentes às importações realizadas entre 16 e 31 de maio e R$ 43,9 milhões pelas compras feitas entre 1º e 30 de abril.
Esses pagamentos estão relacionados à MP nº 1.349, que criou mecanismos de subvenção para a comercialização do GLP e para importadores.
A subvenção funciona como uma compensação financeira para produtores e importadores de combustíveis, permitindo reduzir o impacto da alta dos preços internacionais do petróleo sobre o mercado doméstico.
No caso da gasolina, a MP nº 1.358, publicada em maio , autorizou o governo a conceder apoio financeiro equivalente a tributos federais que fossem deduzidos do preço de venda dos combustíveis, justamente para amenizar os efeitos do choque no mercado internacional de energia provocado pelo conflito no Oriente Médio.
Programa busca mitigar choques de preços O programa ganhou força em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e à disparada do petróleo, que ameaçava pressionar os preços dos combustíveis no Brasil.
A MP nº 1.358 foi editada em 13 de maio de 2026 com o objetivo explícito de mitigar os efeitos econômicos do choque no mercado internacional de energia decorrente do conflito.
Com a posterior queda do petróleo e uma melhora temporária do cenário externo, o governo começou a discutir a retirada gradual das medidas.
Em julho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan , afirmou que o governo começaria a retirar a subvenção, argumentando que o petróleo havia voltado a níveis próximos aos anteriores à guerra.
A reversão, porém, não avançou de forma linear.
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