Vídeo: Rússia testa míssil nuclear disparado por submarino, com alcance de 8.000 km
A Rússia testou, na quarta-feira 28, um míssil balístico intercontinental nuclear em meio a uma escalada de tensões com a Europa e temores de uma nova escalada da guerra no Irã.
O míssil Bulava foi disparado a partir de um submarino, pouco depois de uma rara conversa telefônica entre o presidente russo, Vladimir Putin, e dois líderes de países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) — que revelou divergências entre membros da aliança militar.
O Ministério de Defesa da Rússia informou que o disparo ocorreu “a partir de uma posição submersa” do veículo e “as ogivas alcançaram com sucesso a área designada no tempo previsto”. https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-file.mp4 O submarino de propulsão nuclear Generalissimo Suvorov , posicionado no Mar de Okhotsk, no noroeste do Oceano Pacífico, lançou o projétil a uma distância de mais de 8 mil quilômetros, segundo o Ministério da Defesa russo.
O trajeto foi direcionado ao campo de testes de Chizha, no oeste da Rússia — área banhada pelo Mar Branco e situada não muito longe de Noruega e Finlândia, ambas integrantes da Otan, cujos líderes falaram com Putin na quarta-feira.
Continua após a publicidade Mísseis Bulava e submarinos da classe Borei, como o Generalissimo Suvorov , são elementos centrais da estratégia do Kremlin para dissuadir potenciais ataques nucleares contra o país — ou para retaliar caso a Rússia seja atacada primeiro.
Cada submersível do tipo tem capacidade para transportar até 16 ogivas.
Tensões com Europa Pelo timing do teste — logo após o telefonema de Putin com o presidente finlandês, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store — deu ares de recado ao lançamento da ogiva, que não se acredita ser nuclear por se tratar de um exercício.
Durante a conversa, o mandatário russo acusou a União Europeia e a Otan de prolongarem a guerra na Ucrânia por meio de “políticas de confronto”.
Continua após a publicidade Os territórios norueguês e finlandês fazem fronteira com a Rússia; os governos de ambos países têm fortalecido seus Exércitos e aumentado gastos militares em meio a alertas — vindos de diversos integrantes da Otan — de potenciais ataques russos aos membros da aliança militar ocidental nos próximos anos.
Depois do telefonema, Dinamarca e Polônia registraram suas divergências em relação aos colegas da Noruega e Finlândia, afirmando que conversar com Putin não levaria a nenhum resultado concreto.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.