Por que a resposta de Donald Trump pode ser um balde de água fria para Flávio Bolsonaro
A decisão de Donald Trump de evitar um posicionamento direto sobre a carta em que Flávio Bolsonaro se apresenta como presidente eleito do Brasil representa um revés para o candidato derrotado, na avaliação apresentada no Ponto de Vista , de VEJA.
Embora tenha voltado a classificar o resultado eleitoral como estranho, Trump não endossou a contestação de Flávio (este texto é um resumo do vídeo acima) .
Para o editor de Economia Diogo Schelp, os interesses americanos na relação com o governo brasileiro tendem a limitar o impacto da presença de Flávio nos Estados Unidos.
“Ele precisa lidar com quem tem o poder de fato e não com quem diz ter o poder”, afirmou no programa apresentado por Laísa Dall’Agnol, nesta quinta-feira, 29.
As crises que aumentam a pressão sobre Javier Milei O que Trump sinalizou sobre a carta de Flávio? Segundo o relato de Laísa sobre a declaração reproduzida no programa, Trump afirmou que não queria se envolver na questão eleitoral brasileira.
Também confirmou a concessão de vistos a Flávio e à sua família, mas evitou apoiar diretamente a posição expressa na carta.
A apresentadora classificou a resposta como um “balde de água fria” para Flávio e Eduardo Bolsonaro , que se apresentam como aliados de Trump.
Na análise de Schelp, a afinidade política não significa que o governo americano assumirá a contestação do resultado brasileiro.
Continua após a publicidade O discurso de Flávio ainda pode ser útil a Trump? Schelp avaliou que Trump pode enxergar alguma utilidade na presença de Flávio nos Estados Unidos e em seu discurso sobre supostas fraudes no Brasil — alegações que o editor classificou como inverídicas.
Isso porque, segundo o jornalista, Trump também vem levantando dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral americano antes das eleições de meio de mandato para o Congresso.
Nessa leitura, a referência a “coisas estranhas” na eleição brasileira poderia alimentar a retórica de Trump sobre as eleições nos Estados Unidos.
Schelp distinguiu, porém, esse possível uso político de uma disposição para transformar a contestação de Flávio em um problema diplomático com o Brasil.
Por que os interesses com o Brasil podem prevalecer? O editor destacou que as tarifas impostas ao Brasil criam uma agenda de negociação com o governo brasileiro.
Para Schelp, esse interesse favorece uma relação orientada por acordos e resultados, característica que atribui à atuação internacional de Trump.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.