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Voluntário veterano procura vítimas entre os escombros após terremoto na Colômbia

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Voluntário veterano procura vítimas entre os escombros após terremoto na Colômbia

PEREIRA, Colômbia, 13 Ago (Reuters) - Aos 67 anos, Julio César Pineda diz se sentir com a força de um guerreiro e, sendo ​muitas, já perdeu a conta das pessoas que ​resgatou com vida no terremoto que assolou a Colômbia no início desta semana e em outro terremoto ocorrido há quase três décadas.

Seus 1,63 metro de altura e 60 quilos ​são um de seus ⁠principais pontos fortes ​na hora de se infiltrar em espaços apertados, nas montanhas ⁠de escombros de prédios e casas que ​desabaram na cidade de Pereira devido ao terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país sul-americano.

Conhecido popularmente como “Rescate”, Pineda também atuou como socorrista ‌voluntário no terremoto na cidade vizinha ‌de Armênia, em ​1999, que deixou mais de 1.000 mortos.

“Essa experiência me atingiu bem de perto; eu tinha uma casinha aqui bem perto de Pereira e lá uma parede ‌inteira desabou. A partir daí, a única coisa que fiz foi pegar umas luvas — que eu usava quando trabalhava em empresas de limpeza em Pereira —, pegar essas luvas, pegar um capacete e sair para salvar vidas”, comentou Pineda à Reuters.

Embora naquela ocasião tenha havido mais vítimas fatais, Pineda admite que os danos em Pereira, em termos de destruição, são muito maiores agora.

“Em termos de estruturas, Pereira desabou; Pereira é ‌uma bomba de Hiroshima, é como se tivessem nos explodido do céu”, relatou com a voz embargada.

Segundo dados oficiais, pelo menos 273 pessoas perderam ​a vida, incluindo 93 em Pereira.

Além das equipes oficiais de resgate, milhares de civis participam ‌dos trabalhos de resgate em Pereira, removendo com as próprias mãos pesados pedaços de concreto e ferro em busca de vítimas.

“Se alguém ficou preso lá, ‌lá vou eu... Nós, os mais ‌velhos, sabemos disso. Sabemos o que é isso. Tenho faro de cão de caça, sou uma toupeira, sou ⁠louco por isso”, disse Pineda com orgulho.

Embora não mantenha contagem, ele se lembra de ter resgatado duas mulheres, alguns homens e três cães em diferentes pontos da cidade.

“Só Deus sabe quantos; não sou o herói que faz grandes feitos, Deus me ​coloca à disposição para ​me esforçar e fazer um pouquinho, porque são milhares, milhões de pessoas”, disse Pineda.

Como a maioria dos socorristas voluntários, ele não recebe salário, por isso ganha a vida esculpindo e trabalhando com artesanato.

“Isso não é remunerado; o único que nos recompensa é Deus, dando-nos saúde e fazendo com que minha família também esteja viva”, afirmou.

O experiente socorrista admite que a reconstrução vai demorar ⁠muito, mas está pronto para ajudar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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