Reeleito, Lula fala em criar IA brasileira e regular big techs
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um quarto mandato não consecutivo no domingo (25), falou na criação de uma inteligência artificial brasileira e em regular as big techs em discurso pós-reeleição, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).
“Iremos ensinar mais matemática e engenharia, porque eu não quero ficar dependendo de inteligência artificial chinesa ou americana.
Eu quero criar uma brasileira”, afirmou.
Lula também falou em uma “intromissão vinda de fora através de plataformas digitais”, em alusão ao caso da Meta .
Leia Mais Estratégia de Lula para 2026 evita IA e mira segurança jurídica Coligação de Lula aciona TSE por "tratamento desigual" de IA da Meta Observadores da ONU questionam atuação da Meta nas eleições brasileiras Desde o início do período eleitoral, a coligação liderada pelo PT e adversários do presidente, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), acusaram a Meta de tentar interferir no pleito, supostamente influenciando métricas dos candidatos de um lado e bloqueando conteúdos de outros.
Na última semana da corrida eleitoral, a big tech voltou ao centro do debate, quando surgiram novas denúncias de interferência , cobranças da Justiça eleitoral e a admissão da própria empresa de que há “falhas recorrentes” no controle do conteúdo.
“Não podemos ter empresas monstruosas de grande ganhando milhões e bilhões, não pagando imposto, e tentando direcionar o resultado eleitoral desse país”, disse Lula a apoiadores na Avenida Paulista.
Lula ainda afirmou que o Brasil é o País com maior potencial energético renovável para trazer data centers para solo nacional.
No entanto, defendeu que as infraestruturas deverão armazenar também os dados brasileiros, não apenas o de empresas estrangeiras.
Investimento em IA e data centers fazem parte das propostas de Lula As falas de Lula durante o discurso repetem pontos que já foram apresentados no plano de governo.
O documento traz medidas relacionadas à soberania digital, com o desenvolvimento de um ecossistema nacional de tecnologia.
Isso inclui supercomputadores desenvolvidos e operados por instituições nacionais, e a expansão de data centers e de outras infraestruturas de IA no país — seja acompanhada de proteções socioambientais, incluindo impactos sobre o sistema elétrico, híbrido e população local.
No plano, Lula também prometeu a criação de um modelo de linguagem em português, voltado para os problemas do país, junto de uma plataforma nacional que forneça os dados de treinamento.
Sobre as plataformas, o plano de governo menciona mecanismos para “assegurar que o ambiente digital esteja submetido às leis brasileiras, proteja os direitos fundamentais e sirva ao interesse público” e a regulamentação das plataformas de jogos e dos ambientes digitais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.