PF pede mais 90 dias para investigar Dark Horse
A Polícia Federal (PF) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação por 90 dias da investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Um dos investigados é o senador e candidato à presidência pelo PL Flávio Bolsonaro.
O pedido foi encaminhado ao Supremo nesta quinta-feira, após o encerramento do prazo para a conclusão do inquérito, em 10 de outubro.
A PF afirma que ainda precisa realizar diligências para esclarecer a origem e o destino de recursos utilizados na produção cinematográfica, que teria recebido investimentos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A investigação apura suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção ativa.
Segundo a PF, Vorcaro teria assumido o compromisso de aportar aproximadamente R$ 134 milhões na produção.
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O País está em um ponto de crescimento extraordinário’ Presidente também afirmou que país não pode admitir que “alguém de direita ganhe as eleições” Desse montante, cerca de US$ 12,3 milhões foram efetivamente enviados ao exterior, por meio de uma estrutura financeira que envolveu a empresa Entre Investimentos e Participações, usada por Vorcaro, e o fundo norte-americano Havengate Development Fund LP — criado, segundo Flávio e Eduardo Bolsonaro, para financiar o filme.
No documento apresentado ao STF, os investigadores afirmam que identificaram contradições no depoimento de Antônio Carlos Freixo Júnior, que operava a Entre Investimentos.
Ele passou a colaborar com a Justiça.
Antes, mantinha relações comerciais com Vorcaro desde 2017 e participou das operações financeiras.
De acordo com a PF, em depoimento prestado no início de outubro, Freixo Júnior afirmou que realizou sete remessas internacionais, no total de US$ 12,3 milhões, a pedido de Fabiano Zettel e com a confirmação de Vorcaro.
Segundo ele, os valores seriam destinados a um investimento imobiliário nos Estados Unidos, e não ao financiamento de uma produção cinematográfica.
Ainda segundo a PF, a documentação entregue pelo próprio colaborador, no entanto, inclui uma carta-acordo que estabelece um compromisso de investimento de US$ 24 milhões e faz referência expressa à produção do filme.
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