Após IBC-Br de agosto, PIB pode ser negativo no 3º tri e mais baixo em 2026
A recuperação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), calculated pelo Banco Central, em agosto sobre julho, não permite concluir que a economia tenha ingressado em um período de expansão.
Na comparação com julho, quando o IBC-Br já havia recuado 0,3% sobre junho, a atividade avançou 0,34%. Mas, feito o cotejo com os resultados de períodos acumulados, menos voláteis que a variação mensal, confirmou-se a consistente tendência de freio na atividade, neste segundo semestre de 2026.
Ainda que acima das expectativas de mercado, que previam alta menor, de 0,2%, a média móvel de três meses encerrados em agosto — medida que mais se aproxima do resultado efetivo do PIB (Produto Interno Bruto) — registra recuo de 0,6% no mês, em seguida à queda de 0,3% em julho.
Outra medida mais adequada para avaliar tendências, o resultado acumulado em 12 meses, embora tenha alcançado alta de 1,6% em agosto, ligeiramente acima da elevação de 1,5% em julho, também mostra uma trajetória de contração da atividade. Nesta métrica, a queda é contínua desde maio de 2025, quando o IBC-Br havia subido 4,2%.
Depois do IBC-Br de agosto, as projeções para a evolução da economia no terceiro trimestre passaram a apontar contração. As estimativas de encolhimento do PIB no período julho-setembro variam de 0,1% a 0,6%.
Para o quarto trimestre, as previsões ainda são de ligeiro crescimento. Mas, com base no quadro de desaceleração da atividade, as estimativas para a alta do PIB em 2026 estão em revisão para baixo.
O avanço no ano pode ser menor do que 1,8%, agora a aposta da maioria. Para 2027, as expectativas de mercado já estão recuando de elevação de 1,5% para 1,2% ou mesmo 1%.
Em agosto, o crescimento do IBC-Br foi puxado pela indústria, que evoluiu 0,9% acima do resultado de julho. A contribuição da agropecuária foi negativa, apresentando queda de 1,8%, enquanto os serviços registraram alta de 0,2% no mês.
Divergindo do cálculo do IBC-Br, a PIM (Pesquisa Industrial Mensal), realizada pelo IBGE, anotou queda de 0,6% em agosto, mês em que a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) registrou estabilidade em relação a julho.
O resultado mais distante das expectativas veio da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), que mostrou queda de 0,2% no varejo ampliado — que inclui venda de veículos, material de construção e o atacado de alimentos — diante de uma expectativa de alta de 1%.
Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.