Intervenção acha falhas graves no Consórcio Guaicurus e pede mudança no contrato
Entregue nesta terça-feira (22) à Prefeitura de Campo Grande e à Câmara de Vereadores, o relatório preliminar da intervenção no transporte coletivo aponta falhas graves de gestão no Consórcio Guaicurus e recomenda uma reestruturação do contrato de concessão.
O diagnóstico, de 177 páginas, reúne problemas que vão de ônibus envelhecidos e viagens não cumpridas a despesas cuja ligação com o serviço ainda precisa ser esclarecida.
Presidente da CPI que investigou o transporte coletivo, o vereador Dr.
Lívio Leite (União Brasil) afirmou que ainda não havia lido o documento, recebido nesta terça-feira.
Disse, porém, ter conversado com o interventor e cobrado, como prioridade, a manutenção do atendimento à população.
“Eu falo com a palavra dele: não haverá interrupção do serviço para a população”, declarou o parlamentar, ao relatar a garantia que recebeu durante a conversa.
O documento apresenta os primeiros resultados da intervenção decretada em 16 de junho e afirma que a administração afastada mantinha deficiências generalizadas de planejamento e controle.
Os problemas comprometiam a manutenção dos veículos, a compra de peças, a organização financeira e a qualidade das informações repassadas à fiscalização.
Na avaliação da junta interventora, a falta de dinheiro se somava à ausência de procedimentos básicos para administrar os recursos disponíveis.
O relatório cita falta de orçamento anual aprovado, de regras claras para autorizar despesas e de separação entre funções de compra, controle e aplicação de materiais.
Os efeitos também aparecem na operação.
Entre 2023 e 2025, as viagens realizadas caíram aproximadamente 14%, e a quilometragem percorrida, 15,2%, sem redução da frota.
A idade média dos ônibus chegou a cerca de 10,4 anos em 2026, mais que o dobro do parâmetro de cinco anos previsto no contrato.
Crise financeira – O relatório reconhece a restrição de caixa e registra valores a receber do poder público.
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