Veja o que os candidatos à Presidência pensam sobre EUA, China, Brics e outros temas de política externa
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A política externa assumiu protagonismo inédito na eleição presidencial deste ano. Temas como a relação com os Estados Unidos e China , a adesão a blocos como Brics e Mercosul , e as estratégias para lidar com minerais críticos e facções criminosas colocam os principais candidatos em campos opostos.
A Folha conversou com cinco das principais campanhas — Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado ( PSD ), Lula ( PT ), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury ( Avante )— sobre seus planos para a política externa. A única campanha que não respondeu aos questionamentos da reportagem foi a de Flávio Bolsonaro .
Veja o que os candidatos à Presidência da República pensam sobre alguns dos principais temas envolvendo política internacional.
O programa petista propõe aprofundar "aproximação geopolítica com o Brics e com o Sul Global". Lula defende a desdolarização por meio de aumento de transações em moedas locais entre os países do bloco. País entrou na Waico, aliança em IA liderada pela China, rival da Pax Silica americana.
Defende usar o Mercosul como principal instrumento de integração econômica, com acordos como o fechado com a União Europeia. Rechaça a proposta de transformar o tratado em área de livre comércio para permitir acordos bilaterais. Propõe um mercado comum sul-americano de energia e impulso para a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
Lula propõe aos EUA aprofundar cooperação em segurança, com compartilhamento de inteligência e informações; cooperação entre PF, Receita Federal e autoridades americanas; rastreamento de lavagem de dinheiro e combate ao tráfico de armas e drogas.
O petista condenou várias vezes as operações militares dos EUA de combate ao "narcoterrorismo" na América Latina, como os ataques a embarcações no Caribe em 2025 e a ação militar na Venezuela em janeiro de 2026.
O governo Lula tentou dissuadir Trump de designar PCC e CV organizações terroristas. "É preocupante a equiparação entre a criminalidade e o terrorismo", disse o presidente na Assembleia Geral da ONU, em 2025.
O Brasil não entrou ao "Escudo das Américas", aliança militar criada por Trump em março de 2026 para combater cartéis.
Processo de acessão à OCDE, iniciado em 2022 durante o governo Bolsonaro, foi paralisado por Lula. O governo argumenta que algumas cláusulas sobre investimento estrangeiro são prejudiciais a países em desenvolvimento.
O governo Lula foi grande defensor da lei de minerais críticos aprovada pelo Senado, que cria incentivos ao processamento no Brasil e um conselho do governo para regular o setor com poder de veto a parcerias internacionais.
Lula classifica as ações de Israel em Gaza como genocídio e defende a criação de um Estado Palestino. Ao mesmo tempo, condenou os ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro. Já afirmou também que "o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis."
O Brasil entrou no processo iniciado pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça. Após Lula comparar a matança em Gaza ao Holocausto, ele foi declarado "persona non grata" pelo governo de Israel.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Poder.