sábado, 15 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Brasil

Uso sem freio de testosterona traz risco de trombose, alerta médico

A Tarde ·
Uso sem freio de testosterona traz risco de trombose, alerta médico

O avanço da prescrição desregrada de testosterona no Brasil acendeu um alerta vermelho na comunidade médica.

De acordo com o hepatologista Raymundo Paraná, o país vive uma situação atípica e grave de uso indiscriminado do hormônio, associada a riscos severos de saúde, como o desenvolvimento de trombose.

O especialista afirma que a frequência e a facilidade com que o composto é administrado em território nacional representam um cenário que não se observa em outras partes do mundo.

Em nações desenvolvidas, a conduta é tratada de forma estrita."Nesses países a substância não é utilizada amplamente, tampouco sob a forma de implantes hormonais (chips da beleza) ou como terapia de reposição para indivíduos sem diagnóstico real de hipogonadismo", explica o hepatologista.Diagnósticos frágeisA única indicação médica legítima para a prescrição de testosterona em homens é o hipogonadismo comprovado e rigorosamente documentado.

No entanto, a prática clínica revela uma realidade oposta."A maioria dos pacientes que chegam aos consultórios com complicações de saúde decorrentes do hormônio jamais apresentou critério técnico para o tratamento.

Em geral, a medicação é introduzida após a alegação de níveis limítrofes ou supostamente baixos, sem a devida comprovação diagnóstica", alerta Raymundo Paraná.

Leia Também: POLÍTICA TCM trava licitação de R$ 8,7 mi em Amélia Rodrigues FORTALECIMENTO UPB entrega Comenda João Durval em ato marcado por defesa da autonomia PLANEJAMENTO Júnior Marabá defende modelo de LEM como exemplo para a Bahia No público feminino, o cenário de alerta é ainda mais restritivo, pois não há indicação para medir ou repor testosterona rotineiramente em mulheres."O uso em mulheres só se justifica em quadros específicos e raros de transtorno do desejo sexual hipoativo no pós-menopausa, condição que exige diagnóstico complexo e prolongado", diz o especialista.RejeiçãoA prática corriqueira observada no Brasil carece de respaldo científico global.

O uso estético, performático ou de reposição sem critérios rígidos é categoricamente contraindicado pelas principais sociedades médicas de endocrinologia e ginecologia do mundo — incluindo entidades do Brasil, Estados Unidos, Canadá, Europa e Japão.A discrepância nas condutas coloca o modelo brasileiro sob forte crítica internacional, onde o manejo vulgarizado do hormônio é visto como uma prática esdrúxula e dissociada da medicina baseada em evidências.

Ler a notícia completa no A Tarde ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.

Mais de A Tarde

Ver tudo ›

Mais em Brasil

Ver tudo ›