Aliados de Lula avaliam que virada depende de melhora nas pesquisas até sexta-feira
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliaram na terça-feira (13) em reunião com o presidente do PT, Edinho Silva, que uma eventual virada de Lula na disputa presidencial depende de uma melhora razoável nas pesquisas até o fim desta semana, apurou o Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
Edinho se reuniu com lideranças do PSB, PSOL, Rede, PV, PDT e MDB.
O clima foi muito mais ameno do que na semana passada, quando o presidente do PT chamou os aliados para uma conversa logo após o resultado do primeiro turno.
Naquela oportunidade, houve cobranças mais enfáticas por mudanças na comunicação e no discurso da campanha.
Leia também Lula e Flávio confirmam debate na Band; confronto pode mudar dinâmica do 2º turno Primeiro encontro entre os candidatos ocorre a uma semana da eleição, após campanhas evitarem confrontos diretos no primeiro turno Na noite de terça, houve um otimismo comedido.
Edinho apresentou aos presentes o retrato das pesquisas internas contratadas pelo partido (conhecidas como “trackings”).
Disse que a trajetória identificada por esses levantamentos, que não são oficiais e, por isso, não podem ser divulgados, é de aproximação de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL) nos últimos dias.
Os números, segundo apurou a reportagem, indicam uma diferença de cerca de dois pontos porcentuais entre os dois nos votos válidos e animaram os presentes.
Políticos ouvidos pelo Estadão/Broadcast disseram que há uma percepção de que as pesquisas até o fim da semana serão definidoras para a campanha de Lula chegar com alguma esperança de virada na semana final.
A Quaest divulga sua primeira pesquisa depois do primeiro turno das eleições nesta quarta-feira (14).
O Datafolha divulga na quinta-feira (15) a segunda pesquisa desta fase.
Pesquisa PoderData/Aya divulgada na terça (13) mostrou uma queda de quatro pontos porcentuais na distância de Lula e Flávio no segundo turno em uma semana.
Antes, o senador tinha 53%, contra 47% de Lula.
No levantamento divulgada na terça, o petista tinha 49% e Flávio, 51%.
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