Universidades particulares proíbem atos pró-Lula e pró-Flávio Bolsonaro por segurança
O acirramento do clima político no País e a aproximação do segundo turno das eleições levaram duas das mais tradicionais instituições privadas de ensino superior do Brasil a vedar a realização de eventos de caráter político-partidário dentro de seus campus.
A Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) emitiram comunicados oficiais proibindo manifestações e atos políticos organizados por grupos de estudantes favoráveis às candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Leia também Lula promete ampliar Pé-de-Meia para universitários com bolsa de R$ 700 a estudantes Programa seria implantado no próximo ano se o petista for reeleito “El Salvador é pouco”, diz Flávio ao comentar sobre plano para segurança pública País citado por Flávio é alvo de críticas internacionais por violar direitos humanos para conduzir seu plano de segurança pública A justificativa das reitorias foi a necessidade de preservar a segurança, a integridade física e o bem-estar das comunidades acadêmicas diante de convocações feitas pelas redes sociais sem autorização prévia.
Na PUC-Rio, a decisão de cancelar todos os eventos político-partidários nas dependências do campus até o fim do período eleitoral foi divulgada nesta segunda-feira, 12, em nota assinada pelo vice-reitor Renato Callado.
A medida ocorreu na véspera de duas mobilizações, uma pró-Lula e a outra pró-Bolsonaro, marcadas para esta terça-feira no mesmo local.
De um lado, o grupo “A PUC também é nossa”, formado por estudantes simpatizantes de Flávio Bolsonaro, previa uma manifestação “contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e os gastos públicos”, além da entrega de um documento à vice-reitoria solicitando maior pluralidade no ambiente universitário.
Do outro, o coletivo “PUC-Rio Antifascista” organizava um encontro em apoio à candidatura à reeleição de Lula.
Bolsonaristas debocham da morte de Marielle Franco Após o comunicado, os grupos mantiveram os atos fora da universidade.
Os grupos trocaram ofensas na manhã de terça-feira, 13.
Em um dos momentos da manifestação, um dos integrantes bolsonaristas debochou da morte da vereadora Mariella Franco, assassinada em 2018.
Ela é uma ex-aluna da PUC-Rio.
“Marielle tá no céu, com papai do céu.
Ou não, né? Ou tá no colo do capeta”, afirmou o influencer Breno Faria.
Ele foi candidato a deputado federal pelo PL no Rio de Janeiro, recebeu 27.088 votos e não foi eleito.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.