China tenta colocar um fim à guerra do Irã, mas não como Trump quer
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Poucos dias antes da visita de grande importância do líder da China , Xi Jinping , aos Estados Unidos , o governo chinês recebeu o ministro das Relações Exteriores do Irã , Abbas Araghchi, em um um sinal da influência que exerce sobre o governo iraniano .
A guerra no Irã deve estar entre os principais assuntos da reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump , e Xi nesta quinta-feira (24).
Desde o início do conflito, há sete meses, a China adota a mesma linha. O país condena os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã e as sanções americanas contra o país. Ao mesmo tempo, vem defendendo o fim da guerra e, sobretudo, a reabertura do estreito de Hormuz.
Até agora, a China tem conseguido absorver relativamente bem os efeitos da guerra, graças às suas grandes reservas de petróleo e à diversificação de suas fontes de energia.
O país pode suportar os efeitos da guerra por mais tempo, mas os custos econômicos tendem a crescer, afirma Andrea Ghiselli, especialista em relações entre China e Oriente Médio da Universidade de Exeter, no Reino Unido.
Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo
Mas segundo Ghiselli, o governo chinês terá de conciliar seu interesse no fim da guerra com outras prioridades geopolíticas.
"A China não quer que o conflito se transforme em um ponto de atrito nas relações com os EUA", mas também "não vai prejudicar os principais interesses e reivindicações do Irã", acrescenta Ghiselli.
"Irã e China estão, de modo geral, alinhados e consideram que as ações agressivas dos EUA e de Israel estão na origem do conflito e explicam por que ele continua", afirma o especialista.
Como grande consumidora de energia, a China "sofre com a continuidade" da guerra, afirma Hamidreza Azizi, do International Crisis Group.
O petróleo responde por cerca de um quinto da energia consumida no país, mas mais de 70% desse petróleo é importado, segundo um relatório de 2025 da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês).
Em 2025, o Irã forneceu cerca de 1,4 milhões de barris de petróleo por dia à China, o equivalente a 12% das importações chinesas de petróleo bruto. Os demais países do Oriente Médio, juntos, responderam por 42% dessas importações.
A China conseguiu substituir parte do petróleo que deixou de receber do Irã e de outros produtores do Golfo por fornecimento da Rússia , do Brasil e de outros países exportadores. No entanto, substituir o gás adquirido na região seria consideravelmente mais difícil.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.