Polícia do Reino Unido admite ilegalidade em buscas contra o ex-príncipe Andrew
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A polícia do Reino Unido informou nesta quinta-feira (8) que os mandados de busca obtidos para revistar imóveis ligados a Andrew Mountbatten-Windsor foram emitidos de forma ilegal e devem ser anulados. No entanto, a corporação afirma que a investigação sobre o irmão mais novo do rei Charles 3º continua em andamento.
Andrew, 66, foi preso em fevereiro sob suspeita de má conduta no exercício de função pública, em um caso relacionado à sua ligação com o falecido criminoso sexual americano Jeffrey Epstein . Foram realizadas buscas em imóveis em Sandringham, no leste da Inglaterra , e em Windsor.
A prisão do membro de alto escalão da família real, oitavo na linha de sucessão ao trono, não tinha precedentes na história recente, e uma foto do ex-príncipe com o rosto abatido ao deixar a delegacia foi parar nas primeiras páginas de jornais de todo o mundo.
Posteriormente, porém, o ex-príncipe —que não fez nenhuma declaração pública desde a prisão— contestou a medida na Justiça e pediu a anulação dos mandados de busca .
A Polícia de Thames Valley afirma que agora reconhece que os mandados não foram devidamente concedidos pelos tribunais.
"Reconhecemos que a decisão do tribunal de primeira instância de emitir os mandados com base no dispositivo legal específico utilizado foi incorreta e que, portanto, eles devem ser legalmente anulados", disse um porta-voz da corporação. "Há processos judiciais em andamento para decidir como será tratado o material apreendido durante as buscas e se podemos mantê-lo legalmente para dar suporte à investigação em curso."
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Em uma audiência na Alta Corte de Londres na quinta-feira, o juiz Nicholas Hilliard afirmou que a polícia solicitou autorização para manter os bens apreendidos, medida à qual o investigado se opõe, e que a questão não será resolvida até o ano que vem.
Um porta-voz da polícia afirmou que nenhum material foi devolvido ao ex-membro da realeza, com exceção do que não foi considerado útil para a investigação.
Embora a anulação possa ser constrangedora, ela não interrompe a investigação policial, iniciada após a divulgação, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos , de milhões de documentos relacionados a Epstein .
Andrew, segundo filho da rainha Elizabeth 2ª , morta em 2022, sempre negou qualquer irregularidade relacionada ao financista, e afirmou que lamenta a amizade entre os dois.
O crime de má conduta, cuja pena máxima é de prisão perpétua, pode abranger qualquer irregularidade grave —do compartilhamento de informações confidenciais à corrupção e à conduta sexual imprópria.
A polícia afirmou que a investigação, relacionada ao período em que o ex-príncipe atuou como representante britânico para o comércio, entre 2001 e 2011, será longa e extremamente complexa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.