Fábrica clandestina de cosméticos foi descoberta após empresa identificar produto falso na internet, diz polícia
Uso de batedeira e produção na pia da cozinha: polícia fecha fábrica de cosméticos A Polícia Civil fechou uma fábrica clandestina de cosméticos e prendeu uma mulher em flagrante nesta terça-feira (1º), no bairro Jardim do Lago, em Campinas (SP).
A investigação começou após o fabricante de um dos produtos vendidos desconfiar da comercialização pela internet.
Segundo o delegado Marcel Fehr, responsável pela investigação, a empresa denunciante não vende em plataformas de comércio eletrônico.
Para confirmar a fraude, a fabricante comprou um dos itens anunciados e o enviou para análise.
Os químicos constataram falsificação na fórmula e no frasco.
“[A empresa] constatou que não só o conteúdo do produto, ou seja, o shampoo propriamente dito, como a própria embalagem, divergiam por completo da fórmula original”, afirmou o delegado. 📲 Siga o g1 Campinas no Instagram Após a análise, a marca registrou um boletim de ocorrência e foi até a 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
A partir de dados básicos do perfil do vendedor fornecidos pela empresa, a polícia usou ferramentas de inteligência para identificar a suspeita e rastrear os endereços ligados a ela.
Ao todo, foram identificados cinco locais, incluindo um salão de beleza na capital paulista.
Com essas informações, a Justiça expediu mandados de busca e apreensão.
Produção era feita dentro da casa Durante as buscas, as equipes encontraram a linha de produção clandestina funcionando na casa da mulher, em Campinas.
O esquema ocupava vários cômodos do imóvel e era dividido em etapas: Quintal: matérias-primas baratas eram misturadas com ácidos e álcool de cereais em uma tigela, com o uso de uma batedeira doméstica; Cozinha: o líquido recebia essências e era colocado nos frascos; Sala: as embalagens ganhavam rótulos de diversas marcas e eram preparadas para envio pelos Correios.
“Um dosador que ela tinha estava do lado de um garfo para fritar bife”, destacou o delegado sobre a falta de higiene no local.
A mulher não tinha formação técnica nem alvará de funcionamento.
Ela foi presa em flagrante por crimes contra a saúde pública, falsificação de cosméticos e infrações contra as relações de consumo.
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