Do PL ao Centrão, aliados criticam carta de Flávio contestando resultado eleitoral
A carta em que Flávio Bolsonaro contesta o resultado da eleição nacional e se apresenta como presidente do Brasil não encontrou eco entre seus aliados.
Após a ida do senador aos Estados Unidos, algumas lideranças do PL e políticos próximos à família Bolsonaro reagiram com discursos de apoio ao ex-presidenciável, com manifestações de solidariedade e tentativas de preservar seu protagonismo na direita.
A divulgação da “carta à nação”, no entanto, na qual ele chega a se apresentar como “verdadeiro presidente eleito” — depois, a carta foi editada e o termo foi substituído por “líder do Brasil” –, causou desconforto e reprovação.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto , demonstrou insatisfação.
“Não gostei, não gostei”, disse o cacique do partido de Flávio sobre o documento, enquanto se dirigia para uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Ninguém aprovou a carta, ninguém aprova isso”, completou.
Ele afirmou, ainda, que não sabia que o senador planejava viajar e disse que o pai dele também não tinha conhecimento prévio da decisão.
Questionado por jornalistas sobre a fuga, Valdemar evitou se aprofundar e respondeu: “Fala com o Rogério Marinho”, em referência ao senador do PL-RN que atuou como coordenador de campanha de Flávio.
Logo após a ida de Flávio para os Estados Unidos, no entanto, Rogério Marinho disse que não sabia da decisão e que o senador não havia falado com ele sobre isso, mesmo os dois estando juntos um dia antes da partida para o exterior.
Após tomar conhecimento da partida do aliado, tentou relativizar.
“Até compreendo se ele tiver saído do Brasil com sua família.
Disse que compreendo, mas não disse que concordo”, afirmou o senador do PL.
Depois da divulgação da carta, no entanto, Marinho adotou um tom maior de condenação e criticou a postura de Flávio de dizer que houve fraude eleitoral.
“Agora é evidente que, se você faz alguma afirmação, você precisa trazer provas.
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