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Boicote, demissão, fuga: o que bolsonaristas fizeram após derrota de Flávio

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Boicote, demissão, fuga: o que bolsonaristas fizeram após derrota de Flávio

Após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial, bolsonaristas voltaram a questionar as urnas eletrônicas, sugeriram boicote contra profissionais e comércios que teriam apoiado a candidatura de Lula (PT) , além de incentivarem a demissão de trabalhadores petistas.

Na outra ponta, o candidato derrotado decidiu fugir do Brasil e desembarcou ontem (29) em Miami, nos Estados Unidos, após uma operação secreta com apoio dos governos americano e argentino.

Flávio deixou o país após descumprir uma decisão de Alexandre de Moraes ( STF ), que determinou a entrega dos passaportes do senador até terça-feira (27), às 11h. Logo após chegar aos Estados Unidos, o candidato derrotado divulgou uma carta golpista em que dizia ser o "verdadeiro presidente". Depois, corrigiu o texto, mas manteve as acusações infundadas sobre o resultado das eleições.

A decisão de deixar o país é bem vista por apoiadores da família Bolsonaro. Nas redes sociais, há relatos de brasileiros dizendo que morariam em outro lugar do mundo. Os Estados Unidos é o país mais citado.

Um levantamento feito pela RD Medicine, empresa de preparação para exames de revalidação de diploma de médico nos Estados Unidos, apontou crescimento no interesse de médicos brasileiros para validar o diploma e fazer residência no país. Entre segunda e terça, a empresa atendeu cerca de dois mil potenciais novos clientes.

O escritório costuma realizar cerca de quatro mil consultas por mês. "A eleição foi o empurrão, não a causa", aponta Rafael Duarte, médico e fundador da RD Medicine. Segundo ele, o resultado das urnas "acelerou" a decisão dos profissionais.

No município de Cláudio (MG), uma lista com "comerciantes ptralha" passou a ser divulgada com o nome e até mesmo informações pessoais dos empreendedores. "Se está insatisfeito com as urnas, vamos deixá-los insatisfeitos com as vendas", diz a mensagem.

Entre os estabelecimentos citados estão restaurantes, lojas e mercados, além de psicólogos, fotógrafos, tatuadores e outros profissionais autônomos. Após a repercussão, ele disse que as mensagens foram tiradas de contexto.

Bolsonaristas também passaram a atacar e ameaçar trabalhadores que votaram em Lula com incentivos de demissão ou perseguição. No Rio de Janeiro, por exemplo, a deputada estadual India Armelau (PL), mais votada do estado este ano, incentivou empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por suas convicções políticas.

Neste caso específico, a Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro atendeu a um pedido do Ministério Público do Trabalho e proibiu a deputada de manter a prática ilegal.

Hoje, o Ministério Público do Trabalho ajuizou uma ação civil pública contra o Facebook . O órgão pede que a representante da Meta no país remova das suas plataformas publicações que incentivam empregadores a monitorar, expor, deixar de contratar ou demitir trabalhadores por causa do voto ou da orientação política.

O MPT pede ainda R$ 50 milhões por danos morais coletivos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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