Lula volta a defender investimento em defesa; 'não pode ser para quando sobrar dinheiro'
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O presidente Lula (PT) voltou a defender nesta terça-feira (25) prioridade ao investimento em defesa Ele falou a jornalistas no fim de uma cerimônia militar em Brasília e fugiu de perguntas sobre os casos de seu filho Fábio Luís, o Lulinha, e sobre seu ex-assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
"A defesa não pode ser uma coisa para quando sobrar dinheiro. Temos que priorizar. Preparar o país não para a a guerra, preparar esse país para a paz. Preparar esse país para defender o nosso território, a nossa riqueza e o nosso povo", afirmou o presidente da República.
A declaração de Lula vem em um momento de instabilidade global. Conflitos na Europa (entre Rússia e Ucrânia) e no Oriente Médio (entre Estados Unidos, Israel e Irã) envolvem algumas das principais potências militares do planeta.
O petista havia dado declaração com teor parecido em outros momentos. Por exemplo, em visita à fábrica da Avibras, que produz mísseis e foguetes.
Além disso, o sistema de diplomacia multilateral, no qual o Brasil historicamente apostou para prevenir conflitos, tem sido enfraquecido por medidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O americano também está promovendo uma política de tarifas de importação, inclusive contra países aliados, que tem influenciado as alianças globais.
Os gastos mundiais com material bélico estão em um momento de alta. Pressionados por Trump, os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) concordaram em aumentar suas metas de gastos militares.
Ao mesmo tempo, Lula busca uma maior aproximação com os militares brasileiros e reavivar a indústria bélica local. Também tenta encaixar um discurso de soberania nacional para sua campanha de reeleição.
No mesmo pronunciamento, Lula celebrou a inclusão de mulheres no Exército, em um aceno ao eleitorado feminino –considerado chave para seu grupo político. O chefe do governo afirmou já ter participado de 11 desfiles em alusão a essa data, e que esta terça foi "um dia glorioso" por causa da inclusão das mulheres.
"As primeiras mulheres soldados participando de um desfile militar, as primeiras recrutas do Exército, que entraram neste ano, e estão preparadas para mostrar que mulher pode estar em qualquer lugar, fazer qualquer coisa, desde que ela queria fazer", disse o presidente da República.
"Eu vi a primeira general do Exército. Parece pouca coisa. Mas, para um país com uma cultura machista, para Forças Armadas com cultura machista, isso é uma revolução comportamental dos homens, que estão dizendo: vocês não devem nada a nós", disse o petista.
Lula deu as declarações ao final da cerimônia alusiva ao Dia do Soldado, em Brasília. Ele deixou o púlpito enquanto os jornalistas gritavam perguntas sobre as acusações que pesam sobre um de seus filhos, Fábio Luís –que ficou nacionalmente conhecido como Lulinha– e seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
Tanto Lulinha quanto Marcola são mencionados em investigações sobre a lobista Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.