EUA avaliam lealdade de aliados da Otan a Trump antes de rever apoio militar
Os Estados Unidos querem saber o grau de lealdade de cada aliado da Otan às políticas de Donald Trump antes de decidir sobre cortes nos recursos militares destinados à defesa da aliança.
Em um documento enviado recentemente aos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte e obtido pela Bloomberg News , os EUA fazem uma série de perguntas para medir o apoio dos países à abordagem do presidente.
O país foi “publicamente favorável” à política externa americana? Quais “restrições” impôs ao uso de suas bases militares pelas Forças Armadas dos EUA? O documento também busca avaliar se os países estão direcionando recursos para empresas americanas do setor de defesa.
Além disso, questiona se os governos “se opuseram publicamente a regulamentações” que “dificultem” contratos com companhias dos EUA.
Em termos gerais, pergunta: “O país demonstrou alinhamento com a abordagem americana de ser ‘forte, clara e discreta’?” , em referência a uma frase do secretário de Defesa, Pete Hegseth.
Aliados da Otan reagiram com desconforto à iniciativa, interpretando-a como uma tentativa de pressioná-los a um alinhamento ideológico em troca da proteção militar americana, segundo pessoas familiarizadas com o assunto que falaram sob condição de anonimato devido ao caráter reservado do documento.
Vincular compromissos históricos de segurança dos EUA a esse tipo de fidelidade política representaria uma ruptura na relação transatlântica construída após a Segunda Guerra Mundial, baseada em garantias militares americanas que tradicionalmente superavam divergências políticas.
A equipe de Trump já buscou fortalecer forças de direita em países como Alemanha e Hungria e ofereceu tropas adicionais à Polônia após a vitória de um candidato alinhado à sua visão.
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O questionário surge poucas semanas após o início da revisão de seis meses sobre a presença militar americana na Europa, conduzida pelo governo Trump e prevista para terminar em dezembro.
A iniciativa levou os aliados da Otan a se prepararem para cortes significativos no apoio dos EUA, incluindo tropas estacionadas no continente e recursos militares que Washington enviaria em caso de ataque.
Um oficial da Otan confirmou que os EUA estão trabalhando com os aliados nessa revisão, mas não comentou o conteúdo da carta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.