'A prudência é o melhor remédio', diz ministro sobre retaliação ao tarifaço
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse que o início do processo para a retaliação às tarifas impostas pelos Estados Unidos contra as exportações brasileiras é o primeiro passo da ação. Ele garante que as medidas serão tomadas com "prudência".
Rosa explicou que a retaliação é um procedimento "muito cuidadoso". O ministro classificou as cobranças impostas pelos Estados Unidos como "indevidas e injustas", mas defendeu que a aplicação seja tomada com cautela. "Se a medida for adotada quando necessário, a prudência é o melhor remédio", disse, em entrevista à GloboNews.
A reciprocidade não é retaliação, uma ofensa ou agressão. Não é isso, a reciprocidade é uma tentativa de reequilibrar uma balança comercial que ficou desequilibrada em razão de uma medida unilateral injusta. Márcio Elias Rosa
Ministro disse esperar que a situação seja resolvida brevemente. Para Rosa, a lei da reciprocidade deve ser tomada para inibir os prejuízos, sem descumprir regras de comércio exterior ou gerar uma eventual retaliação dos Estados Unidos. "O que não pode ocorrer jamais é que a medida tomada ocasione uma resposta ainda mais agressiva", avaliou.
Ele defendeu o diálogo com os EUA para a remoção das sobretaxas. Rosa destacou que o objetivo do governo é entender o caminho mais adequado para solucionar o problema a partir de negociações duradouras ou da adoção da reciprocidade. "Nossa expectativa otimista é de que os Estados Unidos retrocedam nas decisões que tomaram contra o Brasil", afirmou.
Tudo o que o governo federal tenta desde o início é dialogar para um consenso. Márcio Elias Rosa
Início da Lei da Reciprocidade surge após novas tarifas contra o Brasil. Em junho, a Casa Branca estabeleceu uma alíquota de 25% que passou a atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA, o equivalente a aproximadamente US$ 7,4 bilhões em mercadorias, segundo estimativas do governo. A taxa será somada à cobrança de 12,5%, relacionada a alegações sobre trabalho forçado.
Lei permite que Brasil adote diferentes tipos de contramedidas comerciais. A norma estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de países ou blocos econômicos que afetem negativamente a competitividade internacional brasileira ou interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil.
Entre as medidas previstas estão restrições a importações e investimentos. O Brasil pode limitar a importação de bens e serviços, suspender concessões comerciais e de investimentos e restringir obrigações relacionadas a direitos de propriedade intelectual.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.