'Bancada da bala de Putin': Rússia elege 49 deputados veteranos de guerra da Ucrânia com apoio do presidente
Partido de Putin conquista número recorde de assentos no Parlamento russo A nova composição do Parlamento da Rússia terá 49 deputados que participaram da guerra contra a Ucrânia, segundo o Rússia Unida, partido governista de Vladimir Putin, que divulgou as informações nesta segunda-feira (21).
O número representa a presença de ex-combatentes em uma instituição que, após a eleição deste mês, ficou ainda mais alinhada ao Kremlin. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os 49 veteranos foram eleitos pelo partido governista, de acordo com Vladimir Yakushev, secretário-geral do Rússia Unida.
Inicialmente, ele havia informado que 86 participantes da chamada “operação militar especial” seriam eleitos, mas posteriormente corrigiu o número para 49.
A eleição foi a primeira para a Duma, a Câmara Baixa do Parlamento russo, desde a invasão em larga escala da Ucrânia, em 2022.
O resultado também ampliou a presença do Rússia Unida no Legislativo: o partido ficou com 355 das 450 cadeiras, segundo resultados preliminares, o maior número de assentos já obtido pela legenda.
Com isso, os veteranos passam a ocupar cerca de 11% das cadeiras da Duma.
A presença deles ocorre em um Parlamento no qual os principais partidos que conquistaram assentos também apoiam a campanha militar russa na Ucrânia.
O Partido Comunista ficou com 40 cadeiras, o LDPR, de perfil ultranacionalista, com 25, e o Novos Povos, com 20.
A composição deixa a oposição à guerra praticamente fora do Parlamento federal. 👉 A supermaioria obtida desta vez é superior ao recorde anterior, registrado em 2016, quando o Rússia Unida conseguiu 343 cadeiras no Duma.
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante discurso em 18 de setembro de 2026.
Sputnik/Alexander Kazakov/Pool via REUTERS Eleição sob críticas O pleito foi realizado em meio a forte controle político e críticas de governos ocidentais.
O partido Yabloko, única legenda registrada que se opunha à guerra, foi impedido pela Suprema Corte russa de disputar a eleição nacional.
A União Europeia classificou a votação como um retrocesso para a democracia russa.
A votação também ocorreu em áreas da Ucrânia ocupadas pela Rússia, onde Moscou realizou eleições apesar de a anexação desses territórios não ser reconhecida internacionalmente.
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