Falhas em fábrica de celulose e esgoto não tratado "sufocam" o Rio Pardo
Um estudo técnico minucioso realizado pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) confirma que o reservatório da Usina Hidrelétrica Salto do Mimoso (UHE Mimoso / PCH Assis Chateaubriand), no Rio Pardo, atingiu um estado crítico de hipereutrofização, que é o acúmulo excessivo de nutrientes.
O fenômeno é resultado de uma combinação de falhas operacionais industriais, contaminação por esgoto sanitário urbano, degradação do solo em propriedades rurais e saneamento irregular em loteamentos e ranchos de pesca.
O diagnóstico técnico do Imasul, compilado em um relatório de 60 páginas a partir de fiscalizações integradas, medições em campo e análises laboratoriais efetuadas na bacia, aponta que o Rio Pardo sofre com lançamentos excessivos de nutrientes (com destaque para o fósforo e a carga orgânica).
O represamento promovido pela barragem da usina reduz a velocidade da água e retém esses elementos, criando o cenário ideal para o crescimento acelerado da vegetação.
"Os efluentes da empresa Suzano S.A. lançados no Rio Pardo, por conterem grandes concentrações de fósforo total, contribuíram significativamente para o aumento no grau de trofia do ambiente, e por consequência, o aumento na população de macrófitas aquáticas", aponta o relatório técnico assinado por fiscais e gestores do órgão ambiental.
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