Amazon e Twitch são processadas por usar lives sem permissão para treinar IA
Amazon e Twitch foram alvo de uma ação coletiva movida por um streamer que acusa as empresas de usar transmissões ao vivo para treinar modelos de inteligência artificial sem consentimento .
O processo foi apresentado por Warren Pandiscia, streamer de Connecticut, no Tribunal Distrital Norte da Califórnia, segundo informou a Courthouse News.
A ação afirma que Amazon e Twitch coletam conteúdo da plataforma para treinamento de IA desde 2024, mas só comunicaram os usuários sobre essa prática recentemente.
Segundo o processo, as empresas trataram os streamers como "estoque gratuito de treinamento" para produtos comerciais de IA, sem licenciamento ou autorização prévia.
Configuração de opt-out gerou críticas No início de agosto, a Twitch anunciou que passaria a permitir que os criadores optassem por não ter seu conteúdo usado no treinamento de modelos generativos da Amazon.
A opção, porém, vem ativada por padrão , exigindo que o usuário a desative manualmente caso não queira participar.
A decisão gerou reação negativa da comunidade de streamers.
Durante uma edição do programa Patch Notes, Mike Minton, diretor de produtos da Twitch, respondeu a um espectador que questionava por que a configuração não era opt-in.
"Se fosse opt-in, ninguém aceitaria participar.
Essa é a resposta, honestamente", afirmou o executivo, conforme registrado pela PCMag.
Minton também declarou não saber ao certo o que a Amazon já fez com os dados coletados antes da liberação da opção de saída, segundo apurou a BBC.
Processo alega quebra de contrato implícito O processo movido por Pandiscia argumenta que Twitch e Amazon quebraram um contrato implícito com os criadores .
Embora o conteúdo publicado na plataforma não seja registrado no Escritório de Direitos Autorais dos Estados Unidos, o cadastro na Twitch pressupõe um acordo cujos termos incluem o uso do material dentro do modelo de parceria e compartilhamento de receita divulgado, sem autorizar cópia para fins comerciais não revelados.
A ação também acusa as empresas de práticas "ilegais, injustas e fraudulentas" que teriam causado prejuízo financeiro aos criadores.
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