Candidatos para todos os gostos e uma escolha que não será tão difícil
Há pelo menos duas eleições presidenciais que é assim, e estamos às vésperas da terceira: uma parcela do eleitorado reclama que não tem em quem votar.
Lula ou Flávio daqui a 50 dias? Nenhum deles presta.
Bolsonaro e Lula em 2022? A mesma coisa.
Bolsonaro e Fernando Haddad em 2018? Nem se fala.
À época, em editorial que ficou famoso, o jornal O Estado de S.
Paulo taxou de “uma escolha difícil” o embate entre Bolsonaro e Haddad.
Como difícil, se Bolsonaro nunca escondeu de ninguém seu amor pelo autoritarismo? Desde o fim da ditadura militar que os brasileiros têm de sobra em quem votar para presidente da República.
Em 1989, foram 22 candidatos, o maior número da nossa história até aqui; em 1994, 8; em 1998, 12; em 2002, 6; em 2006, 8; em 2010, 9; em 2014, 11; em 2018 (o ano da “escolha difícil”), 13; e em 2022, 11.
Eram candidatos que, de forma plenamente satisfatória, representavam todas as correntes do pensamento político em voga no país.
A eleição deste ano está sendo disputada, até aqui, por 12 candidatos.
No particular, a diferença entre a eleição de 2026 e as anteriores é que um único candidato, Lula, conta com o apoio de sete partidos (PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede Sustentabilidade, PSB e PDT), todos de esquerda.
Os demais, a esmagadora maioria de direita, só contam com o apoio de seus próprios partidos — e olhe lá.
O PSD de Ronaldo Caiado, por exemplo, não vota inteiramente com ele.
Uma banda do Novo, de Romeu Zema, votará em Flávio Bolsonaro.
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