Justiça suspende ação que apura desvio de R$ 27 milhões com verba da saúde em MS
Conheça o 'Clã Jafar', a família suspeita em esquema de R$ 27 milhões em MS A Justiça suspendeu nesta terça-feira (22) a ação que investiga um suposto esquema de desvio de R$ 27 milhões em recursos públicos destinados à saúde em Mato Grosso do Sul.
A decisão foi tomada pelo juízo da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, após a defesa de Giovanni Paroschi Jafar, um dos réus investigados, apontar um suposto impedimento da juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna de atuar no processo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Diante do impasse, a 3ª Vara apontou que cabe ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) que definir qual juízo é competente para conduzir o processo.
Até que o tribunal decida, o juízo em questão poderá analisar apenas eventuais questões urgentes relacionadas ao processo.
A reportagem do g1 procurou a defesa de Jafar, o advogado José Belga Trad, que não retornou até a atualização desta reportagem.
Giovanni Paroschi Jafar responde por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Redes sociais Entenda a discussão sobre a magistrada Giovanni Jafar é um dos réus investigados na Operação Gutenberg, que apura um suposto esquema de fraudes na venda de livros paradidáticos para prefeituras de Mato Grosso do Sul.
A decisão foi proferida após a defesa de Jafar questionar a competência da juíza May Melke responsável pelo processo.
Os advogados de Jafar buscavam anular decisões de prisão preventiva e quebra de sigilo do cliente, alegando que o marido da juíza, o juiz Eduardo Eugênio Sitavegna Júnior, já havia atuado em fases anteriores da mesma investigação.
Segundo a defesa, o marido da magistrada havia analisado, em 2023, uma medida de quebra de sigilo bancário e fiscal relacionada à investigação.
Em junho de 2026, May Melke Amaral Penteado Siravegna determinou, em outro procedimento, a prisão preventiva de Jafar e de outros investigados, além de buscas e apreensões e da quebra de sigilo telemático.
O que disse a magistrada A magistrada rejeitou a alegação de impedimento.
Segundo a decisão, o marido atuou em uma unidade judicial diferente e sua participação anterior ficou restrita à análise de uma medida cautelar, sem que tivesse julgado o mérito da investigação.
A juíza também afirmou que os procedimentos analisados anteriormente pelo marido haviam sido arquivados em janeiro de 2025.
May argumentou que a legislação brasileira não estabelece a atuação de cônjuges em unidades jurisdicionais distintas como impeditivo, e classificou o pedido como um "inconformismo" sem amparo legal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.