Automutilação e drogas: os dramas enfrentados por Nick Kyrgios na carreira
Suspenso após testar positivo para cocaína, o tenista Nick Kyrgios sempre teve uma relação conturbada com o esporte, além de possuir um histórico de explosões de raiva dentro de quadra, que o torna uma figura controversa entre os fãs de tênis.
O australiano sempre foi sincero sobre sua complexa convivência.
Em 2022, ele falou abertamente sobre os problemas de saúde mental que enfrentava ao longo de sua carreira, além da luta contra o abuso de drogas e álcool, e da automutilação.
Leia Mais Fora de Cincinnati, veja qual deve ser o próximo torneio de João Fonseca SP Open 2026: WTA confirma lista de participantes com ex-número 2 do mundo Jornalista opina sobre desistência de João Fonseca: "Geração de vidro" Kyrgios admitiu que “odiava” sua vida, mas disse que o confinamento global em 2020, devido à pandemia do coronavírus, o ajudou a começar a superar algumas dessas batalhas depois de ter “perdido o controle”.
“Foi muito sério, a ponto de eu me automutilar, e isso não está certo.
Acho que afastei todos que se importavam comigo, não me comuniquei com ninguém e simplesmente me isolei da vida real, tentando lidar com meus problemas de frente”, disse o jogador ao Wide World of Sports.
“Eu abusava muito de álcool e drogas, e isso saiu completamente do controle.
Agora, quase não bebo, literalmente tomo uma taça de vinho no jantar.
Inicialmente, precisei me recuperar um pouco desse vício, reconstruir meu relacionamento com a minha família e adotar hábitos mais saudáveis, como o básico: alimentação, dormir bem, tentar me exercitar um pouco mais, e foi isso”, declarou ele na época.
Durante seus momentos mais difíceis, Kyrgios sentia que estava “decepcionando as pessoas o tempo todo”.
Ele diz que às vezes acreditava que as pessoas que conhecia “realmente não se importavam” com quem ele era como ser humano, mas sim “apenas como um jogador de tênis, o jogador maluco”.
“Para ser honesto, eu me sentia inútil, não me sentia confortável, cheguei a odiar minha vida em certo momento”, acrescentou.
Eu estava me cortando, me queimando, fazendo umas coisas bem bizarras.
Era tão pesado que eu até gostava, tipo, de pedir para as pessoas fazerem também.
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