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Rosamaria apoia Tifanny: 'Não podemos avançar uma casa e voltar duas'

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Rosamaria apoia Tifanny: 'Não podemos avançar uma casa e voltar duas'

Rosamaria se tornou mais uma jogadora da seleção brasileira feminina de vôlei a sair em defesa de Tifanny. O posicionamento vem dias depois de a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) mudas as condições de elegibilidade para atletas trans na categoria.

R osamaria publicou uma mensagem nos stories do Instagram . Ela não citou o nome de Tifanny, mas cobrou avanços nos direitos da comunidade LGBTQIA+.

De qual maneira vamos poder garantir que todas as mulheres, cis e trans, tenham os seus direitos respeitados e preservados em qualquer ambiente? Seja ele amoroso, familiar, profissional, esportivo? Não podemos toda vez que avançarmos uma casa, retrocedermos outras duas na luta pelos direitos LGBTQIA+. Permitir que seja levantada a bandeira quando é conveniente e abaixada quando o assunto fica complexo. Rosamaria

A atleta também destacou que o esporte deve ser inclusivo . "Certamente negar o acesso de um atleta profissional ao seu trabalho da noite pro dia, vai em desencontro com essa responsabilidade coletiva", escreveu.

Rosamaria compartilhou um post feito por Gabi Guimarães, capitã da seleção feminina, dias atrás . Ela relatou que havia conversado sobre o assunto com a companheira.

"Coincidentemente, semana passada eu e Gabi tivemos uma conversa bem interessante sobre muitas coisas que vem acontecendo no nosso meio. Acho que ela traduziu muito bem nesse texto a ideia que trocamos.

De qual maneira vamos poder garantir que todas as mulheres, cis e trans, tenham os seus direitos respeitados e preservados em qualquer ambiente? Seja ele amoroso, familiar, profissional, esportivo? Não podemos toda vez que avançarmos uma casa, retrocedermos outras duas na luta pelos direitos LGBTQIA+. Permitir que seja levantada a bandeira quando é conveniente e abaixada quando o assunto fica complexo.

É nossa obrigação como sociedade encontrar os meios que garantam esses direitos e tornem o esporte um espaço efetivamente inclusivo. Certamente negar o acesso de um atleta profissional ao seu trabalho da noite pro dia, vai em desencontro com essa responsabilidade coletiva.

Esse é um assunto que deve ser debatido, conversado. A gente precisa ouvir, aprender. Nenhum de nós nasceu sabendo de tudo, o mais importante é estarmos abertos a evoluir e abrir a nossa mente dia após dia. Acima de tudo QUERER ser melhor pra gente e pro outro, aprendendo de qual maneira vamos transformar o nosso mundo em um lugar inclusivo e igualitário."

A carreira da ponteira Tifanny Abreu, do Osasco, está em xeque após a CBV mudar a elegibilidade para a modalidade feminina . Acompanhando as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI), a entidade passou a exigir que as atletas passem pelo teste do gene SRY . Esse exame barra atletas trans, que é o caso da jogadora de vôlei.

No último final de semana, Tifanny foi liberada pela Federação Paulista de Vôlei para atuar na competição estadual e entrou em quadra no jogo contra o Pinheiros. Após a partida, ela fez um pronunciamento.

Não foi fácil, foi uma noite muito difícil para mim, por uma história que não é uma história pequena, é uma história de 10 anos dentro das quadras.

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