Tarifaço: ministro diz que reciprocidade contra EUA não fecha porta para negociação
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (13) que a decisão do Brasil de avançar com a Lei da Reciprocidade não significa desistir de um acordo com os Estados Unidos .
“Não prejudica o desejo de negociar”, afirmou o ministro ao comentar a abertura do processo que pode levar o governo brasileiro a adotar contramedidas diante das tarifas impostas por Washington.
A declaração busca afastar a leitura de que a iniciativa represente uma ruptura com o governo Donald Trump.
Segundo Elias Rosa, Brasília continuará tentando construir uma saída negociada para o impasse comercial , mesmo enquanto prepara os instrumentos necessários para uma eventual reação.
O ministro já manteve contato com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.
De acordo com o governo Lula, as tentativas de estabelecer uma negociação partiram do lado brasileiro, que procura manter os canais com Washington em funcionamento.
A estratégia, portanto, será conduzida em duas frentes.
O Brasil avança no processo de reciprocidade e, ao mesmo tempo, mantém as conversas com os norte-americanos , numa tentativa de evitar que a disputa se transforme em uma escalada de novas tarifas.
A tensão comercial aumentou depois que uma sobretaxa de 25% passou a atingir parte dos produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos.
O governo brasileiro contesta os argumentos apresentados por Washington e decidiu recorrer aos mecanismos previstos na legislação nacional.
Ao reforçar que a reciprocidade não impede o diálogo, Elias Rosa sinalizou que o governo Lula pretende usar a possibilidade de contramedidas também como instrumento de pressão na mesa de negociação .
A prioridade, segundo a posição apresentada pelo ministro, continua sendo buscar um entendimento com os Estados Unidos.
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